Randon vai investir R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos

As Empresas Randon, donas da maior fabricante de implementos rodoviários do País, com sede na cidade gaúcha de Caxias do Sul, anunciou esta semana seu plano de expansão e desenvolvimento. O grupo, formado por diversas empresa que atuam nos segmentos automobilístico, transporte de cargas e ferroviário, vai investir R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos.
Segundo a empresa, 60% deste investimento será feito com recursos próprios e os outros 40% com recursos de terceiros, com empréstimos junto ao BNDES, por exemplo. O anúncio do plano de expansão foi feito em Porto Alegre (RS) nesta quinta (17). A Randon quer atingir um faturamento anual, até 2016, de R$ 10,2 bilhões, 60% a mais do que o grupo arrecada atualmente, na casa dos R$ 6 bilhões.
Com os investimentos anunciados e o plano de expansão, o grupo estima criar 4 mil novos postos de trabalho.

ANP troca cor do óleo diesel para evitar fraudes na venda de combustíveis

Conforme determinação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para todo território nacional, a partir de 1º de julho deste ano (2012), o óleo diesel A S500 terá nova coloração, o combustível receberá corante vermelho. Já o diesel S1800, ficará proibida a adição de corante.
Atualmente, o óleo diesel S1800 possui coloração vermelha e o óleo diesel S500 é amarelado. Com a nova Resolução, o óleo diesel S500 receberá corante vermelho e o óleo diesel S1800 exibirá sua cor amarela natural (podendo apresentar-se ligeiramente alterado para as tonalidades marrom ou alaranjada devido à adição do biodiesel em teor de 5% v/v). A medida visa evitar que o óleo diesel S500 possa ser adulterado para venda como óleo diesel S50 ou S10, de coloração semelhante.
O consumidor deve ficar atento à mudança, que irá vigor a partir de 1º de julho deste ano, para evitar dúvidas na hora de abastecer o veículo.
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Foto: Ilustração

São Paulo libera circulação dos VUCs em zona de restrição


Os caminhões de pequeno porte, conhecidos como veículos urbanos de carga (VUCs), poderão circular pela Zona Máxima de Restrição da capital paulista em qualquer horário. A medida começou a valer nesta quinta-feira (17), após ser publicada no Diário Oficial do Município.
São considerados VUCs caminhões com até 6,30 metros de comprimento e 2,20 metros de largura. Eles são geralmente usados para transportar pequenos volumes e alimentos perecíveis. A restrição era válida desde 2008, entre 10h e 16h. A partir da publicação do decreto, os VUCs poderão circular sem qualquer restrição de horário.
A Zona Máxima de Restrição equivale a uma área de 100 km², que e é delimita pela Marginal Pinheiros, Avenida dos Bandeirantes, Complexo Viário Maria Maluf, avenidas do Estado, Tiradentes, Mofarrej e Queirós Filho. Ela continua valendo para outras categorias de veículos de carga.
O rodízio municipal, que leva em conta o número final da placa dos veículos, ainda enquadram os VUCs. Além disso, para circular por São Paulo, os veículos precisam estar cadastrados na Secretaria Municipal de Transportes. Atualmente, 6,5 mil caminhões de pequeno porte têm essa autorização.
Os veículos que não estiverem devidamente cadastrados podem ser multados por transitarem em local e horário não permitidos. A multa é de R$ 85,13, e é considerada uma infração média, punida com quatro pontos na carteira de habilitação.

ANTT intensifica fiscalização do uso da carta-frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) intensificou a fiscalização para coibir o uso da carta-frete como forma de pagamento aos transportadores. Nesta fiscalização será verificado o cadastramento do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) no documento de transporte e a utilização de formas de pagamento de frete previstas na Resolução 3658 da agência.
A Resolução 3658 de 19 de abril de 2011 proíbe a carta frete e regulamenta o pagamento do frete por meio eletrônico habilitado pela ANTT e institui a figura da Administradora de Pagamento Eletrônico de Frete.
A fiscalização em todo o território nacional, sob a responsabilidade da Superintendência de Fiscalização (SUFIS).
Estão sujeitos à autuação o contratante, o subcontratante, o contratado (transportador) e a administradora de pagamento eletrônico de frete (PEF).

As multas para quem pagar frete de forma diferente daquela exigida pela resolução serão de no mínimo R$ 550 e máximo de R$ 10,5 mil.
A geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) é gratuita e pode ser feita pela internet ou por meio de central telefônica disponibilizada pela administradora.
A regulamentação feita pela Resolução 3658 abrange o pagamento eletrônico do frete a empresas de transporte e carga que possuam até três veículos, transportadores autônomos de cargas e cooperativas de transporte de cargas.

Estudo do IPEA aponta necessidade de investimento no transporte na ordem de R$125 bi


O Brasil precisa de um programa de investimentos na ordem de R$ 125 bilhões por ano para solucionar gargalos e impulsionar o desenvolvimento do setor de transporte nos modais rodoviário, ferroviário, portuário e aéreo. O valor é equivalente a 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e deveria ser aplicado nos próximos cinco anos.
O cálculo é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que acaba de divulgar o estudo ‘Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas’. A média de 3,4%, considerada ideal, foi obtida a partir da avaliação dos investimentos feitos por cinco países, onde o trabalho com os sistemas de transporte merecem destaque: Chile, China, Vietnã, Tailândia e Filipinas.

Atualmente, entre recursos públicos e privados, o Brasil aplica quase cinco vezes menos. Em 2010, por exemplo, o Ipea constatou que apenas 0,7% do PIB – R$ 24,8 bilhões – foi aplicado no setor, “o que confirma a necessidade de incremento significativo para não haver obstáculos ao crescimento econômico”, segundo o estudo. Entre 2006 e 2010, a média de investimento foi ainda menor: R$ 18,3 bilhões.
Dos R$ 125 bilhões, o Ipea estima que 53,4% – R$ 66,7 bilhões – devem ser investidos exclusivamente para resolver gargalos de infraestrutura: R$ 36,9 bilhões iriam para o setor rodoviário, R$ 15,9 bilhões para as ferrovias, R$ 9,3 bilhões seriam alocados no setor portuário e R$ 4,6 bilhões destinados às estruturas aeroportuárias.
A diferença de R$ 58,3 bilhões anuais, durante cinco anos, poderia ser direcionada à ampliação da infraestrutura de transporte. São recursos que deverão ser investidos na ampliação da malha rodoviária (R$ 32,2 bilhões) e ferroviária (R$ 13,9 bilhões), e na construção e ampliação de estruturas portuárias (R$ 8,1 bilhões) e aeroportuárias (R$ 4 bilhões).
O levantamento apresenta um plano para os próximos 15 anos na infraestrutura de transportes nacional, isto é, os investimentos não devem cessar a partir do sexto ano. Após esse período, o país precisaria investir R$ 73,6 bilhões por ano, o que representa, em média, 2% do PIB.
A aplicação dos recursos, até o 15º ano, deve ter dois objetivos simultâneos. O primeiro corresponde aos investimentos em manutenção e recuperação do setor de transporte. O segundo visa integrar com maior eficiência a matriz de cargas brasileira que, atualmente, registra participação desigual do modal rodoviário, “o que aumenta sobremaneira o custo do transporte e da logística”, segundo o Ipea.
A melhor distribuição das cargas entre os quatro modais seria baseada nos percentuais de investimento propostos pelo Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) 2010. A meta, segundo os pesquisadores, é fazer com que os recursos estimulem principalmente o desenvolvimento dos modais ferroviário e aquaviário.
Carência
Em comparação aos valores aplicados recentemente, o Ipea destaca que o plano proposto evidencia a carência relativa do Brasil em termos de infraestrutura de transportes. O quadro irá melhorar “se as condições específicas de cada modal forem aprofundadas, se for promovida a eficiência do transporte de cargas e a evolução tecnológica que afeta a demanda e oferta de transporte”, afirma o documento.

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