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Carga perigosa: saiba o que é necessário para autorizar o transporte
10:49
Postado por Mateus
Gases, explosivos, líquidos e sólidos inflamáveis, corrosivos e materiais radioativos estão na lista de produtos perigosos que, ao serem transportados em rodovias, requerem atenção especial. Não só o motorista deve ser capacitado para efetuar a movimentação da carga, mas o caminhão também precisa passar por procedimentos específicos que verificam sua segurança e atestam sua liberação.
Desde 1988, o decreto nº 96.044 estabelece o regulamento para o transporte de cargas perigosas. Além dessa legislação, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já aprovou diversas resoluções que tratam do tema. Segundo o gerente de regulação do transporte rodoviário da ANTT, Wilbert Ribeiro, o órgão não exige uma licença específica. Porém, antes de tudo, o transporte rodoviário de cargas depende de inscrição prévia no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC).
Além do registro e da habilitação do condutor, o transportador deve providenciar, no Inmetro, o Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CIPP) e o Certificado de Inspeção Veicular (CIV). A verificação é feita periodicamente por organismos credenciados junto ao Inmetro e certifica os requisitos mínimos de segurança do caminhão. Também é obrigatório portar nota fiscal com as informações do produto, declaração do expedidor sobre o acondicionamento adequado, ficha de emergência e envelope para transporte, emitidos pelo fornecedor e usados em caso de acidentes.
Determinadas substâncias podem exigir licença específica das autoridades responsáveis (agrotóxicos, por exemplo, são regulados pelo Ministério da Agricultura). Se o transporte for interestadual, a empresa ainda precisa estar regularizada no Cadastro Técnico Federal (CTF) e solicitar autorização para cada veículo - independentemente do número de viagens que ele vai realizar, desde que respeitado o prazo de vigência, que é de três meses. No caso de transportadores autônomos, o cadastro deve ser feito como pessoa física. O processo pode ser realizado pelo site da entidade. Já quando o transporte é realizado dentro do mesmo estado, algumas autoridades ambientais estaduais ou municipais podem exigir documentação. Por isso, é importante checar antes de iniciar o carregamento.
Os caminhões que transitam pelas rodovias com esse tipo de produto devem respeitar uma série de normas técnicas, a serem fiscalizadas pelo Inmetro e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Para cada substância, há embalagens apropriadas para o transporte, reguladas pelo Inmetro de modo a garantir a segurança e diminuir riscos à saúde das pessoas e ao ambiente. Além disso, os veículos devem receber sinalização especial, com rótulo de risco e painel de segurança.
A Resolução ANTT nº. 420/04 é a mais detalhada e estipula cores e dimensões mínimas conforme a classe. Para combustíveis líquidos como a gasolina, por exemplo, o rótulo de risco é vermelho com o símbolo de uma chama e o número 3, referente à classe a que o produto pertence. O painel de segurança, por sua vez, é composto pelo número de risco e pelo número ONU (segundo definição da Organização das Nações Unidas), impressos em cor preta sobre uma placa retangular laranja. A relação completa dos códigos é encontrada no texto da resolução, disponível em:http://www.antt.gov.br/index.php/content/view/1420/Resolucao_420.html.
Equipamentos para situações de emergência também são uma exigência nos veículos que efetuam esse tipo de transporte, sempre levando em conta o tipo do produto. Além disso, deve-se conservar conjuntos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para uso do condutor e do auxiliar, quando necessário em situações de emergência.
Fonte: Terra
Estudo do IPEA aponta necessidade de investimento no transporte na ordem de R$125 bi
10:32
Postado por Mateus
O Brasil precisa de um programa de investimentos na ordem de R$ 125 bilhões por ano para solucionar gargalos e impulsionar o desenvolvimento do setor de transporte nos modais rodoviário, ferroviário, portuário e aéreo. O valor é equivalente a 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e deveria ser aplicado nos próximos cinco anos.
O cálculo é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que acaba de divulgar o estudo ‘Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas’. A média de 3,4%, considerada ideal, foi obtida a partir da avaliação dos investimentos feitos por cinco países, onde o trabalho com os sistemas de transporte merecem destaque: Chile, China, Vietnã, Tailândia e Filipinas.
Atualmente, entre recursos públicos e privados, o Brasil aplica quase cinco vezes menos. Em 2010, por exemplo, o Ipea constatou que apenas 0,7% do PIB – R$ 24,8 bilhões – foi aplicado no setor, “o que confirma a necessidade de incremento significativo para não haver obstáculos ao crescimento econômico”, segundo o estudo. Entre 2006 e 2010, a média de investimento foi ainda menor: R$ 18,3 bilhões.
Dos R$ 125 bilhões, o Ipea estima que 53,4% – R$ 66,7 bilhões – devem ser investidos exclusivamente para resolver gargalos de infraestrutura: R$ 36,9 bilhões iriam para o setor rodoviário, R$ 15,9 bilhões para as ferrovias, R$ 9,3 bilhões seriam alocados no setor portuário e R$ 4,6 bilhões destinados às estruturas aeroportuárias.
A diferença de R$ 58,3 bilhões anuais, durante cinco anos, poderia ser direcionada à ampliação da infraestrutura de transporte. São recursos que deverão ser investidos na ampliação da malha rodoviária (R$ 32,2 bilhões) e ferroviária (R$ 13,9 bilhões), e na construção e ampliação de estruturas portuárias (R$ 8,1 bilhões) e aeroportuárias (R$ 4 bilhões).
O levantamento apresenta um plano para os próximos 15 anos na infraestrutura de transportes nacional, isto é, os investimentos não devem cessar a partir do sexto ano. Após esse período, o país precisaria investir R$ 73,6 bilhões por ano, o que representa, em média, 2% do PIB.
A aplicação dos recursos, até o 15º ano, deve ter dois objetivos simultâneos. O primeiro corresponde aos investimentos em manutenção e recuperação do setor de transporte. O segundo visa integrar com maior eficiência a matriz de cargas brasileira que, atualmente, registra participação desigual do modal rodoviário, “o que aumenta sobremaneira o custo do transporte e da logística”, segundo o Ipea.
A melhor distribuição das cargas entre os quatro modais seria baseada nos percentuais de investimento propostos pelo Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) 2010. A meta, segundo os pesquisadores, é fazer com que os recursos estimulem principalmente o desenvolvimento dos modais ferroviário e aquaviário.
Carência
Em comparação aos valores aplicados recentemente, o Ipea destaca que o plano proposto evidencia a carência relativa do Brasil em termos de infraestrutura de transportes. O quadro irá melhorar “se as condições específicas de cada modal forem aprofundadas, se for promovida a eficiência do transporte de cargas e a evolução tecnológica que afeta a demanda e oferta de transporte”, afirma o documento.
Foto: Ilustração
Fonte: Brasil Caminhoneiro
Setor de transporte sofre com chuvas em Minas Gerais
10:27
Postado por Mateus
Com ao menos 14 trechos de rodovias interditados, ou parcialmente bloqueados, o setor de transporte de cargas em Minas Gerais tem sofrido para realizar suas operações. Segundo Vander Francisco Costa, presidente da Fetcemg (Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais), as regiões atingidas que mais interferem no trabalho dos transportadores são a Zona da Mata e a região metropolitana de Belo Horizonte.
“Estamos gastando mais tempo para fazer o transporte, mais combustível, e muito mais com manutenção dos veículos, pois com tantos trechos interditados, temos que achar alternativas”, explica. A opção acaba sendo transitar em áreas rurais, em estradas de terra com muitos buracos, “o que acaba com as molas, com as rodas. A viagem que antes era feita em um dia está levando dois ou até três dias”, garante. Ele ressalta ainda que a maior perda é a de produtividade.
Sérgio Pedrosa, presidente do Setcemg (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais), destaca que o transportador “tem que ficar atento aos deslocamentos extraordinários com impactos nos custos fixos e também nos custos variáveis tais como suspensão, pneus, consumo de óleo diesel, etc. Portanto, se a operação da transportadora foi afetada, deve-se buscar o reajuste para equilíbrio financeiro, sob pena do comprometimento da saúde financeira do negócio".
Há poucos dias, o Ministério dos Transportes anunciou que serão necessários pelo menos R$ 100 milhões para a recuperação das rodovias mineiras. "Não gastaremos menos de R$ 100 milhões para recuperar as rodovias federais mineiras", afirmou, ressaltando que o cálculo é uma estimativa inicial, já que será necessário esperar que as chuvas parem e o nível dos rios baixe. Só então será possível avaliar a real dimensão dos danos e iniciar as obras, disse.
Fonte: O Carreteiro
Unipac lança embalagens para transporte de Arla 32
09:27
Postado por Mateus
A Unipac, que faz parte do grupo Jacto, acaba de lançar embalagens para o envase e transporte do agente redutor Arla 32. De acordo com a empresa, os recipientes, com capacidade para 10 e 20 litros, foram desenvolvidos para oferecer maior autonomia aos transportadores durante longas viagens.No mercado já a partir de dezembro, os volumes atenderão à demanda de mercado gerada pela implantação da norma Proconve P7, que é a versão brasileira do programa europeu de redução da emissão de poluentes Euro 5. Essa legislação passa a vigorar no Brasil em janeiro de 2012 e exige o uso do aditivo Arla 32 nos caminhões e ônibus com motores movidos a diesel para reduzir a emissão de poluentes.
“Grande parte dos postos de combustíveis para caminhões terá o Arla 32 disponível para os motoristas, mas com essa solução inovadora ofereceremos aos profissionais que atuam no setor de transporte uma autonomia muito maior durante as viagens”, diz Vailton Carlos Bonfim, gerente comercial da empresa.
Fonte: Portal Transporta Brasil
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