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Fábrica chinesa de caminhões em Camaquã irá gerar quase 500 empregos

Fábrica chinesa de caminhões em Camaquã irá gerar quase 500 empregos Caco Argemi/Palácio Piratini/Divulgação

A cidade de Camaquã será a sede da fábrica de caminhões da empresa chinesa Shiyan Yunlihong Industrial and Trade Company — ligada à gigante chinesa Dongfeng Motor Corporation. O anúncio foi feito nesta tarde no Palácio Piratini, onde o grupo participou de encontro com o governador Tarso Genro.

A decisão estava prevista para ocorrer no final deste mês, mas segundo Zero Hora informou ontem, o anúncio foi antecipado. A cidade de Santa Maria também estava na disputa. 

O investimento na unidade deverá ser de US$ 80 milhões, de acordo com informações da empresa. Serão criados 200 empregos durante a fase de implantação e 455 na operação.

— A escolha por Camaquã se deu por razões de logística, custos e mão de obra — afirmou Lian Bing Yun, presidente da empresa. 

A fábrica terá produção inicial de 5 mil caminhões ao ano e pode quadruplicar este volume em cinco anos. As peças serão importadas e montadas no Estado. Após a obtenção das licenças, a fábrica será construída em dez meses.

 


Ontem, a delegação chinesa visitou a cidade de Tapes, onde há um projeto para a criação de um porto, com calado (profundidade mínima para os barcos flutuarem) suficiente para receber navios de grande porte.

Fonte: Zero Hora

Segmento de caminhões e ônibus sofre com falta de motoristas.


Vários segmentos do país como indústria, construção civil e agricultura desaceleraram, mas um setor em especial vive dias diferentes. As empresas de transporte de cargas e passageiros têm reclamado que não temos mais mão-de-obra, ou seja, faltam motoristas.
Algumas empresas transportadoras encontraram um meio curioso para sanar esse problema: promover funcionários a motoristas. Oferecem treinamentos para que possam tirar habilitação necessária e que possam dirigir carretas.
E não são somente as empresas transportadoras que enfrentam problemas com a falta de motoristas. As empresas de ônibus também têm enfrentando falta de pessoas qualificadas para isso.
Os ônibus de uma maneira geral ganharam novas tecnologias e tais tecnologias precisam ser dominadas pelos novos motoristas. A dificuldade só aumenta, já que agora é preciso ficar de olho na estrada e em um painel com mais ou menos 40 botões e cada um com funções específicas como: controlar o som, aparelho de TV, ar-condicionado ou as portas.
Segundo estimativas feitas pela Confederação Nacional do Transporte, faltam no mercado 40 mil motoristas profissionais de caminhão e ônibus em todo o país. Para se ter noção da gravidade da situação, a instituição oferecer cursos gratuitos para que as pessoas possam se qualificar para trabalhar na área.
Esse tipo de dado é importante por alguns motivos. O principal deles, a meu ver, é que a profissão não é bem remunerada e nem bem respeitada. Um motorista de caminhão ganha pelo sindicato só R$ 1.129 reais, o que é muito pouco.
O mesmo acontece com os motoristas de ônibus. O que se espera com essa falta de profissionais no mercado é que os salários aumentem e a profissão seja mais valorizada, afinal de contas, não é para qualquer um fazer o transporte de cargas que valem muito dinheiro ou de cuidar de diversas vidas nas péssimas estradas brasileiras.
Valorizando esses profissionais, teremos menos acidentes, pessoas com melhores condições de vida e mais pessoas interessadas em trabalhar com isso. Enquanto esse cenário não melhorar vão continuar faltando profissionais qualificados para dirigir ônibus e caminhões.

Fonte: Folha de São Paulo