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RodoLinea cria solução para evitar o desperdício de grãos nas estradas
13:03
Postado por Mateus
A RodoLinea, fabricantes de implementos rodoviários do Grupo Hübner acaba de lançar no mercado a solução Veda Grão, tecnologia que promete acabar com o desperdício de grãos nas estradas.
O sistema, projetado e patenteado pela empresa, promete a eliminação total da perda dos grãos, que em implementos comuns pode chegar a 10% da carga total embarcada. A perda de grãos pelas estradas, além de gerar desperdícios de produtos agrícolas, pode prejudicar os veículos que trafegarem atrás do caminhão, com a quebra de pára-brisas e outros transtornos.
O Veda Grão traz uma vedação entre grades e fueiros e grades e assoalho do implemento, garantindo a integridade das cargas no transporte a granel. O sistema consiste na fixação de uma borracha de vedação nos fueiros laterais, traseiros e frontais, em cola, grampos ou adesivos. Há também uma borracha de vedação aplicada ao assoalho do implemento em todas as grades, inclusive no tombador.
A tecnologia aplicada no sistema da caixa de carga possibilita o transporte de contêiner com as grades fechadas e reforça tanto a estrutura frontal como os arcos de lona, gerando maior rigidez do conjunto.
Fonte: Portal Transporta Brasil
TCU constata problemas em estrada no Sul
08:30
Postado por Mateus
A auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostra um retrato desatualizado das condições de tráfego e segurança nas rodovias federais concedidas durante o governo Lula, mas abre um questionamento ainda válido: se as concessionárias tiveram dificuldade em cumprir integralmente as suas obrigações no “básico do básico”, antes de a cobrança de pedágio ter sido iniciada, por que teriam um desempenho melhor quando as exigências de obras e serviços aumentaram?
Não há, por enquanto, uma resposta definitiva. O relatório da CGU se refere exclusivamente à primeira etapa do Plano de Exploração Rodoviária (PER) definido em cada contrato. Trata-se da fase de trabalhos iniciais, relativa aos seis primeiros meses de concessão, que é tida pelas empresas como uma espécie de “tapa-buracos” antes de as obras mais amplas serem executadas.
No entanto, a primeira de uma série de auditorias preparadas por outro órgão de fiscalização e controle, o Tribunal de Contas da União (TCU), demonstra que os problemas nas rodovias federais concedidas no governo Lula podem não ter diminuído – talvez tenha ocorrido justamente o contrário.
Uma auditoria do tribunal na Autopista Litoral Sul – um trecho de 382 quilômetros que compreende, pela BR-376 e pela BR-101, a ligação de Curitiba à divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul – aponta o risco “muito significativo” de que as obras relativas à segunda etapa do PER “não venham a ser concluídas no prazo contratual”. Essa segunda etapa engloba tudo o que está planejado entre o 7º mês e o 5º ano de concessão.
A conclusão da auditoria, aprovada pelos ministros do TCU no fim do ano passado, apontou que revisões indevidas de tarifas, atrasos em obras obrigatórias e remuneração em duplicidade podem gerar prejuízos de R$ 870 milhões aos usuários nos 25 anos de concessão. Há casos de obras de responsabilidade contratual da concessionária, mas que estão sendo feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A qualidade do asfalto também é criticada.
“É possível visualizar que segmentos importantes com péssimo comportamento, como os próximos à região metropolitana de Florianópolis, entre os quilômetros 180 e 220, que deveriam ser priorizados, receberam camadas de microrrevestimento em apenas três segmentos de um quilômetro ao longo de 80 quilômetros de extensão”, afirmam os auditores.
O relatório continua: “Ante todo o exposto, é lícito concluir que as intervenções que até o momento vêm sendo realizadas na rodovia, meados do quarto ano da concessão, não atendem às previsões de desempenho estabelecidas no PER, pois não se constituem em obras relativas à recuperação da rodovia, mas apenas à continuação das obras relativas aos trabalhos iniciais.”
Para o Tribunal de Contas da União, mesmo que a concessionária seja capaz de executar todas as obras necessárias para cumprir o contrato até o fim do 5º ano de concessão – no início de 2013 -, será preciso correr com os trabalhos e isso pode significar transtornos aos usuários.
Os auditores do tribunal escolheram a fiscalização das rodovias federais concedidas durante o governo Lula como uma das suas prioridades do ano. No segundo semestre, devem inspecionar mais uma rodovia, ainda a ser definida.
Depois dos sete lotes leiloados em 2007, o governo Lula ainda licitou a BR-116 e a BR-324, na Bahia. Já no governo Dilma, o leilão da BR-101, no Espírito Santo, está à espera de homologação na Agência Nacional de Transportes Terrestres. Uma medida cautelar do TCU impede a confirmação do resultado pela agência.
Fonte: Carga Pesada
PR investe R$ 700 mi em estradas
10:14
Postado por Mateus
Os motoristas que passarem pelo Paraná encontrarão estradas em melhores condições nos próximos anos, isso porque o governo estadual anunciou na quinta-feira passada, 29, que abrirá cinco editais para obra de conservação em oito mil quilômetros, o valor destes contratos giram em, aproximadamente, R$ 290,7 milhões. O Estado possui mais outras nove concorrências abertas também abertas na última semana, ao todo, os investimentos rodoviários paranaenses chegam a R$ 700,8 milhões.
São englobados, nos novos editais publicados, 18 lotes de obras para a conservação rotineira de rodovias no período de dois anos. As empresas e consórcios interessados poderão apresentar as propostas até o dia 6 ou 7 de fevereiro, sendo que a abertura acontecerá em 17 e 24 do mesmo mês.
Os outros nove editais somam um valor de R$ 410,1 milhões. Para estas concorrências estão previstas a recuperação de dois mil quilômetros de estradas entre este e o próximo ano. Os trabalhos englobados nesta concorrência serão nos trechos em pior estado. Esses, além de receber uma recuperação convencional, ganharão uma camada de microrevestimento. Os interessados em apresentar propostas poderão fazê-lo entre os dias 8 e 16 de fevereiro.
Com estes trabalhos, dos 14 editais lançados, toda a malha rodoviária paranaense pavimentada será atendida.
“A austeridade nos gastos de custeio nos permitiu economizar pelo menos R$ 76 milhões neste ano (2011). Com esta e outras medidas, pudemos direcionar o orçamento de 2012 para investimentos sociais e para obras de infraestrutura, que garantirão respostas muito positivas para as demandas da sociedade paranaense”, declarou Beto Richa, governador do Paraná, que afirmara que, em 2011, a política estadual foi dedicada em saudar as dívidas e equilibrar as contas governamentais.
Fonte: WebTranspo
Más condições das estradas encarecem produtos em 60%
18:32
Postado por Mateus
As irregularidades da malha rodoviária brasileira – problemas que vão desde buracos no caminho, asfalto irregular, falta de policiamento e lixo espalhado pelas estradas - encarecem os produtos transportados por meio dela entre 50 e 60%. "A ineficiência logística é tão pesada quanto a carga tributária", diz o professor da Faculdade IBS da Fundação Getúlio Vargas (IBS/FGV) Hugo Ferreira Braga Tadeu. Para comparar, nos Estados Unidos, a mesma equação resulta em 25% do preço dos produtos. Enquanto dados do Banco Mundial (Bird), demonstram que no Brasil 62% de tudo o que se produz é transportado por rodovias, índices revelam que apenas 13% delas são pavimentadas. E mesmo nas estradas asfaltadas, pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que somente em 41,2% do total, o motorista trafega em condições ótimas ou boas. "Se as rodovias federais, que deveriam ser as melhores, já estão em estado de calamidade, você consegue imaginar como estão as vicinais? Principalmente em época de chuva, é comum perder produto porque o caminhão atolou, caiu no buraco, quebrou", diz o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), Celso Moreira. Ele destaca ainda que tanto em estradas de terra, quanto nas rodovias federais há buracos, pistas estreitas e sinalização precária. "Praticamente tudo que se consome passa por um caminhão e enfrenta os problemas das estradas. A conta acaba com o consumidor", finaliza Moreira.
Fonte: O Carreteiro
Fonte: O Carreteiro
Sem rodovias, o Brasil para
23:19
Postado por Mateus
É fato que, graças ao dinheiro carimbado do Fundo Rodoviário Nacional, a malha rodoviária experimentou notável expansão até a década de 80.
Da mesma forma a malha pavimentada, inexpressiva no início da década de 50, experimentou notável crescimento, especialmente durante o governo Juscelino Kubitschek e o chamado “milagre brasileiro” da década de 70.
No entanto, nos últimos vinte anos, tanto o crescimento da malha total (9%) quanto da malha pavimentada (53%) foram inferiores ao avanço do PIB, que quase dobrou no período; e da frota de veículos, que, cresceu 2,5 vezes entre 1985 e 2009. Isso coloca o país no 18º lugar dentro do G-20 em matéria de número de veículos e número de mortes por quilômetro pavimentado.
Embora o Brasil tenha uma malha rodoviária de extensão razoável, apenas 13% das estradas são pavimentadas. Isso deixa o país na lanterna do G20 em relação a este quesito e contribui sobremaneira para encarecer o transporte. Estudos do extinto Geipot concluíram que o custo operacional de um veículo de carga aumenta 56% quando trafega em estrada de terra e não no asfalto.
Quando se relaciona, por meio do chamado Índice de Mortara, a extensão de rodovias pavimentadas com a extensão do país, frota, PIB e a população, o país continua na lanterna do G20.
Em 1988, a nova Constituição extinguiu o Imposto Único e proibiu a vinculação dos tributos a qualquer finalidade, exceto para a educação. Secaram completamente, portanto, as fontes de recursos para as rodovias.
Os investimentos públicos em transportes, que chegaram a representar 1,8% do PIB no final da década de setenta, entraram em queda livre. José Sarney ainda tirou da cartola o malsinado selo pedágio, que o Supremo Tribunal enterrou por ser inconstitucional.
Sem recursos até para tapar buracos, a saída do governo Fernando Henrique Cardoso foi dar a largada no processo de concessões das rodovias mais movimentadas. No final do seu governo, período no qual os gastos em transportes caíram abaixo de 0,2% do PIB, uma emenda constitucional restabeleceu vinculação e criou a CIDE – Contribuição Social e de Intervenção sobre o domínio Econômico. Lamentavelmente, segundo levantamento da CNT, 57% desses recursos arrecadados foram desviados das suas finalidades. Mesmo assim, os investimentos públicos em transporte apresentaram razoável recuperação, atingindo 0,66% do PIB este ano.
A relativa retomada dos últimos anos se deve, em parte, à criação do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. O programa inicial previa investimentos de R$ 33,4 bilhões em rodovias. Sua execução, no entanto, está bastante atrasada e vem dando origem à escândalos, que culminaram com o recente expurgo na cúpula do Ministério dos Transportes.
O resultado é que, embora o estado das rodovias tenha melhorado um pouco nos últimos sete anos, segundo a CNT, apenas 41,2% estão em condições ótimas ou boas. A entidade estima em 28% o aumento dos custos operacionais dos veículos de carga devido a esta situação.
Apesar de tudo isso, o governo lançou em 2010 uma ampliação do programa, batizada como PAC-2. Os investimentos em rodovias foram elevados para R$ 50,4 bilhões. Atualmente, o DNIT trabalha com orçamento de R$ 11 bilhões anuais, mas o próprio órgão reconhece que a necessidade é três vezes maior. Segundo o Plano de Logística para o Brasil, de 2010, da CNT, só para remover os gargalos imediatos do setor seria necessário investir imediatamente R$ 183 bilhões nas rodovias.
Embora em ritmo menos acelerado, tudo indica que o PIB continuará crescendo. Da mesma forma, devido à baixa taxa de sucateamento, a frota, especialmente a de caminhões, continuará sendo ampliada. Estudos da INEAVAR, de janeiro de 2011, projetam frota de 1,25 milhão de caminhões pesados para 2020.
O que é possível fazer para evitar o chamado “apagão” rodoviário? Um dos caminhos para melhorar a malha existente é continuar concedendo as rodovias à iniciativa privada. No caso do governo federal, em particular, no entanto, tudo indica que este processo está próximo do limite. A saída para estradas de menor fluxo seria a introdução das Parcerias Público Privadas, que ainda não saíram do papel.
Fala-se, como sempre, na transferência das grandes massas de cargas de baixo valor para as ferrovias e hidrovias. Apesar dos crônicos atrasos das obras, pode-se esperar algum alívio com a conclusão da Norte-Sul, da Transnordestina, da ligação ferroviária de Alto Araguaia a Rondonópolis e da eclusa de Tucuruí.
Embora o multimodal ainda esbarre em problemas tributários e de seguros, a integração dos transportes poderá contribuir para reduzir o tráfego de veículos de carga nos longos percursos.
Nada disso, no entanto, elide a necessidade de grandes investimentos públicos na ampliação da malha pavimentada, melhoria das condições de tráfego, ampliação de capacidade e duplicação das rodovias existentes.
Embora a matriz de transportes venha caminhando para um maior equilíbrio, o caminhão continuará sendo insubstituível no transporte da chamada carga geral, ou seja, as mercadorias de maior valor.
Sem rodovias, o Brasil pode parar.
Fonte: Transpodata
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