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Queima de pneus e pedradas contra caminhões são registradas nas rodovias gaúchas nesta quinta

Queima de pneus e pedradas contra caminhões são registradas nas rodovias gaúchas nesta quinta Polícia Rodoviária Federal/divulgação


A Policia Rodoviária Federal (PRF) informou que, no início desta madrugada,foram registrados incidentes envolvendo caminhoneiros. 


Segundo a PRF, houve registro de pedradas em caminhões e de pneus queimados bloqueando a BR-158, próximo a Júlio de Castilhos; e na BR-392, no km 344, em Santa Maria. Ambos bloqueios foram removidos com a ajuda dos bombeiros.

Na BR-392, entre Pelotas e Rio Grande, houve o apedrejamento de caminhões que passavam pelo trecho durante o início de quinta-feira, informou o posto da PRF em Rio Grande. Na mesma rodovia, porém em São Sepé, pelo menos três caminhões também foram apedrejados durante a madrugada.

Os incidentes fizeram a PRF se manifestar via Twitter, informando que "Em Rio Grande e Pelotas alguns motoristas estão parando em postos de serviço para evitar ação dos vândalos que se aproveitam do momento". A situação nas rodovias gaúchas é normal nesta manhã. 

Na quarta-feira, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou nota informando que mantém negociação com representantes dos caminhoneiros buscando o aperfeiçoamento dos requisitos para inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e das normas relativas ao pagamento eletrônico de frete. 

Quarta-feira

O primeiro bloqueio de rodovias no Rio Grande do Sul, em razão da greve dos caminhoneiros, ocorreu no Km 66 da BR-392, entre Pelotas e Rio Grande. No local, manifestantes interromperam a pista às 10h30min, forçando os motoristas a estacionarem em um posto de combustíveis. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um caminhão que resistiu em parar teve os pneus furados. 

Por volta das 15h10min até 2h30min, cerca de 80 manifestantes protestaram com gritos e faixas nas margens da BR-116, perto de Cristal, no km 427. Segundo a PRF, em nenhum momento houve bloqueio de faixa. Na madrugada, também foram registradas pedradas contra pelo menos cinco caminhões na rodovia.

Terça-feira

Na noite de terça-feira, foi ateado fogo em pneus na BR-392, na altura do km 67, em Pelotas. Entretanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não encontrou manifestantes no local e a pista foi liberada em seguida.

Greve 

A paralisação, que não tem apoio unânime dos motoristas, era esperada para esta quarta-feira em todo o país. A mobilização teve a aprovação das empresas de transporte, mas a Justiça Federal concedeu uma liminar proibindo bloqueios nas estradas.

Fonte: ZERO HORA

ANTT intensifica fiscalização do uso da carta-frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) intensificou a fiscalização para coibir o uso da carta-frete como forma de pagamento aos transportadores. Nesta fiscalização será verificado o cadastramento do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) no documento de transporte e a utilização de formas de pagamento de frete previstas na Resolução 3658 da agência.
A Resolução 3658 de 19 de abril de 2011 proíbe a carta frete e regulamenta o pagamento do frete por meio eletrônico habilitado pela ANTT e institui a figura da Administradora de Pagamento Eletrônico de Frete.
A fiscalização em todo o território nacional, sob a responsabilidade da Superintendência de Fiscalização (SUFIS).
Estão sujeitos à autuação o contratante, o subcontratante, o contratado (transportador) e a administradora de pagamento eletrônico de frete (PEF).

As multas para quem pagar frete de forma diferente daquela exigida pela resolução serão de no mínimo R$ 550 e máximo de R$ 10,5 mil.
A geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) é gratuita e pode ser feita pela internet ou por meio de central telefônica disponibilizada pela administradora.
A regulamentação feita pela Resolução 3658 abrange o pagamento eletrônico do frete a empresas de transporte e carga que possuam até três veículos, transportadores autônomos de cargas e cooperativas de transporte de cargas.

ANTT habilita mais três empresas para administrar pagamento eletrônico de frete

O setor de transporte rodoviário de cargas já conta com dez empresas autorizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a atuar como administradoras do pagamento eletrônico de frete, conhecido como cartão-frete. Como o portal Brasil Caminhoneiro havia informado no início da semana, a NDDigital S/A teve a solução NDDCargo publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira, dia 7 de fevereiro.
Além desta, outras três empresas tiveram resolução publicada. São elas: Banco Bradesco S.A, Fastcredi Ltda. e Caruana S/A. Elas se juntam à Repom S/A; Road Card Soluções Integradas em Meios de Pagamentos S/A; GPS Logística e Gerenciamento de Riscos S/A; DBTrans S/A; Policard Systems e Serviços S/A e Ticket Serviços S/A como administradoras.
Vale lembrar que o pagamento de transporte de cargas com a carta-frete está proibido em todo o país. Até o dia 23 de janeiro, a fiscalização da norma era feita apenas de forma educativa pela ANTT. Mas, desde então, a instituição já pode multar quem desrespeitar as regras.
De acordo com o superintendente de serviços de transporte cargas da ANTT, Noboru Ofugi, a Agência pretende habilitar entre cinco e dez outras operadoras de pagamento eletrônico dentro dos próximos três meses. As novas empresas homologadas têm um prazo de 60 dias para entrar em operação com seus cartões-frete.

ANTT pode começar a multar a utilização da carta-frete




A partir de hoje (19/10), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá multar transportadoras e caminhoneiros autônomos que insistirem em utilizar a carta-frete como pagamento do transporte de carga. O novo sistema de pagamento eletrônico (previsto desde 2007) foi regulamentado em abril deste ano e estabeleceu prazo de seis meses para o início das sanções por descumprimento.
A Resolução 3.658/11 determina que o contratante que efetuar o pagamento do frete, no todo ou em parte, de forma diversa da prevista no documento, deverá ser multado em 50% do valor total de cada frete irregularmente pago, limitada ao mínimo de R$ 550,00 e ao máximo de R$ 10.500,00. O texto também prevê multa (nos mesmos patamares) para quem realizar deságio no frete ou cobrança de valor para efetivar os créditos devidos.
Caminhoneiro autônomo que permitir o uso da carta-frete também será punido com multa de R$ 550,00 e ter cancelado o seu Registro Nacional de Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC).
Para administrar o sistema de pagamento eletrônico, a ANTT habilitou, até este momento, as empresas DBTrans, GPS Logística e Gerenciamento de Riscos, Repom e Roadcard. Segundo a agência, todas já estão autorizadas a operar no país.
Estimativas do mercado apontam que a carta-frete convencional, que vinha sendo utilizada informalmente e sem fiscalização do Poder Público há quase 50 anos, movimentava algo entre R$ 60 e R$ 100 bilhões por ano no Brasil. Com o pagamento eletrônico obrigatório, o governo pretende não só recolher Imposto de Renda, como também formalizar diversos milhares de profissionais que não possuem benefícios sociais.
Fonte: Brasil Caminhoneiro

ANTT defende melhora do transporte rodoviário no Brasil

O diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Bernardo Figueiredo, defendeu hoje que seja dado foco no transporte rodoviário do Brasil, revertendo o quadro de deterioração do setor, já que é este segmento que vai sustentar, logisticamente, o crescimento econômico brasileiro esperado para os próximos anos. “O País é ‘rododependente’ e vai continuar assim por um bom tempo”, afirmou no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro. “Às vezes se negligencia que é este o segmento que vai sustentar o crescimento.”
Figueiredo lembrou que menos de 10% do que é transportado no Brasil é levado por ferrovias, e com concentração para alguns produtos, como minério de ferro e grãos. Ele disse que há iniciativas regulatórias para fomentar novos negócios e levar novos players e investimentos para o setor ferroviário. O objetivo é dar mais competitividade e ampliar essa malha. Mas, em termos mais imediatos, o problema está no sistema rodoviário, cuja malha tem em média 18 anos e conta com gargalos logísticos, por exemplo, para chegar aos portos.
Figueiredo citou as cenas recorrentes de longas filas de caminhões, que acabam servindo para estocar produtos. “Isso é um contrassenso logístico. Caminhão não é para ficar parado, é para rodar.”
Segundo ele, nem sempre melhorar a logística significa construir novas estradas que demandem investimentos vultosos. “É preciso olhar para a situação operacional da logística, que às vezes é mais fácil e simples de resolver do que uma grande obra.”
Ele citou o caso de transportadores autônomos, que representam de cerca de 60% do que é transportado no País. Como eles operam informalmente, não têm acesso a financiamento para renovar a frota, que é antiga, com 20 anos em média. “Eles trabalham num regime de semiescravidão, recebem uma carta que lhes dá direito a consumir em postos de gasolina credenciados”, disse.
A agência criou um sistema para que o chamado carreteiro receba formalmente pelo seu trabalho, o que lhe abre caminho para linhas de financiamento.
Fonte: Paraná Online