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Conheça os caminhões mais clássicos do mercado brasileiro

Que tal uma viagem pelas estradas do passado? Alguns modelos de caminhão fizeram tanto sucesso que permanecem no imaginário até hoje, outros já entraram na maioridade e seguem em pleno funcionamento, solucionando fretes pelo País. Reunimos modelos marcantes para a trajetória de grandes montadoras no Brasil para você relembrar histórias atrás da boleia deles.
Ford F-600
A tradicional linha F da Ford nasceu no Brasil em 1957 com o F-600, um caminhão tipicamente estradeiro para a época. O modelo – com índice de nacionalização de 40% em peso – foi muito usado na construção de Brasília, puxando carga de São Paulo com seu motor V8 a gasolina, de 4,5 litros, que foi usado nos caminhões da marca até 1977. Em 1959, recebeu para-brisa envolvente, com área aumentada em 20%, novo painel de instrumentos e emblemas nas cores verde e amarela. No início da década de 1970, a Ford já tinha vendido 200 mil unidades do modelo, que desde 1964 apresenta 99% de nacionalização em peso.
     
VW 13.130
Em março de 1981, a Volkswagen apresentou seus primeiros modelos semipesados ao mundo: o VW 11.130 e o VW 13.130. A entrada da empresa com veículos próprios no mercado de caminhões obteve sucesso, e o VW 13.130 chegou a ser exportado para a China. O modelo introduziu um sistema de basculamento manual da cabine, acionado por barras de torção, que permitia fácil e rápida manutenção. Mesmo em 1981, o 13.130 apresentava muitos dos padrões dos caminhões VW usados até hoje, como a cabine avançada, que garante maior capacidade de carga, melhor visibilidade e um menor comprimento total. As vantagens em conforto ao motorista também já eram marcantes, com um dos mais completos painéis, proporcionando total visibilidade e fácil leitura da pista; além de excelentes sistemas de ventilação e isolamento termoacústico. O motor também traduzia a robustez do VW 13.130: um MWM D 229.6, especialmente desenvolvido para o veículo, com 130 cavalos de potência.
           
          
Agrale 1600
Logo após o lançamento do TX 1100, em 1982, que marcou o ingresso da Agrale no setor de veículos e principalmente no segmento de caminhões leves, foi lançado o Agrale 1600. Destinado ao transporte urbano, com rodados traseiros simples e duplo e em modelos a diesel ou álcool, foi sucesso de público. Com capacidade de carga útil, mais carroceria, entre 2.160 kg e 2.300 kg, o caminhão levou a marca até a Argentina, onde a companhia chegou a ter 25% de participação no mercado no final dos anos 1990.

            


Mercedes-Benz 710

A confiabilidade e a durabilidade do Mercedes-Benz 710 é comprovada em números. A história começou com o 608 D, em 1972, passando por várias atualizações, subindo para 708 em 1987 e recebendo uma cabine reestilizada um ano depois, ganhando o design conhecido até hoje. O nome 710 voltou em 1996, por conta do motor turboalimentado – sempre reconhecido pelo torque - e o modelo manteve-se por diversos anos entre os caminhões mais vendidos do Brasil. O Mercedinho, como também é conhecido, encerrou seus 40 anos de história há 10 anos, chegando a aproximadamente 185 mil unidades vendidas desde os primeiros modelos, na década de 1970.
            
Scania 113
O caminhão da Scania mais vendido e figura onipresente das estradas brasileiras foi o modelo T113, comercializado entre 1991 e 1998. Com um total de 26.398 unidades vendidas, a evolução do T112 era oferecida nas versões simples ou leito, com diversos opcionais. Com a linha T, a marca lançou o conceito de fabricação do caminhão “sob encomenda”, buscando oferecer produtos adequados às necessidades dos clientes. O T113 foi o caminhão pesado mais potente da época, com o torque inconfundível do motor Scania 11 litros de 360 cavalos. Outro diferencial deste clássico era a estreia da versão Top Line para a cabine, a mais luxuosa do período.
             
Volvo FH
O caminhão FH é uma lenda viva. A Volvo lançou o modelo em 1994, mesmo ano que chegou ao mercado europeu. O caminhão conquistou o transportador brasileiro pelo baixo consumo de combustível, pela boa produtividade e pelo alto grau de tecnologia embarcada. Foi o primeiro caminhão totalmente eletrônico e sem bomba injetora comercializado no Brasil, além de possuir a maior cabine e a opção de uma e duas camas. A produção brasileira começou em 1998 na fábrica de Curitiba e desde então o veículo conquistou o mercado. Em 2011, o modelo FH 440 cavalos foi o caminhão pesado mais vendido pelo terceiro ano consecutivo.
                      
Iveco Stralis 380 HD
A linha que mais vendeu do modelo Stralis, da Iveco, foi o 380 HD, de 2004 – que inclusive marcou a entrada do caminhão via importação no Brasil. Foram comercializados mais de 6.100 Stralis 380 HD no Brasil durante o período de 2004 a 2009. O destaque do 380 HD é o motor eletrônico denominado Cursor 13, com 4 válvulas em cada um dos 6 cilindros e 380 cv e de potência entre 1500 e 1900 rpm. O modelo foi eleito caminhão do ano na Europa, em 2003. A linha segue sua evolução até hoje, com o Stralis AS, entre os mais luxuosos extrapesados do mercado.
          
Fonte: Terra

Ford reduz juros e estende garantia para estimular vendas da linha Cargo

A Ford Caminhões oferece, durante o mês de junho, financiamento com taxa zero e garantia promocional de dois anos para todos os modelos da linha Cargo, sem limite de quilometragem. A cobertura vale para todos os modelos leves, médios e pesados.
O modelo leve Cargo 816 e o cavalo-mecânico Cargo 1933 foram os primeiros a oferecer garantia de dois anos. “A novidade, introduzida este ano, foi muito bem recebida pelos nossos clientes, que enxergaram a garantia como uma vantagem operacional. Por isso, agora estamos estendendo esse benefício para toda a linha Ford Cargo, até o final de junho”, afirma Pedro Aquino, gerente de Marketing da Ford Caminhões.
O modelo Cargo 816 conta com garantia total no primeiro ano e cobertura do trem de força (motor, câmbio e diferencial) no segundo ano. Nos demais modelos, médios e pesados, a cobertura é exclusiva para o trem de força.
A linha de vans Transit também conta com garantia de dois anos da Ford. As condições dessa promoção são válidas até 31 de junho de 2012.

Ford apresenta soluções para o setor de Hortifruti granjeiro no CEAGESP

A Ford selecionou modelos da sua linha 2012 para aplicações do setor de transporte de carga perecível e seca hortifruti granjeiro. A empresa expõe os modelos no CEAGESP (Central Estadual de Abastecimento do Estado de São Paulo), na capital paulista, na Feira dos Meios de Transporte, Movimentação e Logística de Produtos Hortifrutícolas – FEMETRAN.
Os veículos escolhidos para a mostra são os modelos Cargo 816, Cargo 2429, Cargo 1933 e Transit Chassi. “A feira da CEAGESP é de grande importância por ser o maior entreposto de frutas, legumes, flores, aves e pescados da América do Sul. Ela funciona praticamente 24 horas e tem uma movimentação média diária de 10 mil caminhões”, diz Pedro Aquino, gerente de Marketing da Ford Caminhões.
A configuração da Transit Chassi permite o transporte de cargas volumosas em centros urbanos. Tem motor Duratorq 2.4 litros turbodiesel, com 115 cv de potência, câmbio de seis marchas e tração traseira. Por ter peso bruto total de 3,5 toneladas, não exige carteira de habilitação especial para ser dirigida.
O novo Ford Cargo 816 tem peso bruto total de 8.250 kg, capacidade máxima de tração de 11.000 kg e três distâncias entre-eixos para diferentes aplicações e é equipado com o novo motor Cummins Euro 5 ISBe 4.5 litros, de 162 cv.
O Ford Cargo 2429 Euro 5 com tração 6×2 atua no transporte de médias e longas distâncias, com peso bruto total de 23 toneladas. É usado como basculante, furgão lonado, tanque, baú isotérmico, de alumínio, frigorífico e transporte de carga seca.
Seu novo motor Cummins Euro 5 IBS 6.7 litros, de 6 cilindros, tem potência de 290 cv e câmbio de seis marchas sincronizadas.

Aposta na potência e versatilidade

Além da maior potência, a versão 2012 do modelo leve da Ford chegou ao mercado com outros atributos para deixá-lo mais competitivo no seu segmento de transporte

Substituto do Cargo 815, o caminhão leve da Ford passou a ser equipado com motor mais potente e recebeu o número 816 em sua cabine, em alusão aos 160cv de potência do motor na versão Euro 5. Com PBT de 8.160 kg e capacidade máxima de tração (CMT) de 11.000 kg, o veículo encontra-se à venda na rede de distribuidores da marca há mais de um mês e está sendo posicionado pela montadora como o mais potente em sua categoria.

"Com o Cargo 816 ampliamos as vantagens de potência e conforto do modelo, e temos ainda como mais um diferencial, dois anos de garantia sem limite de quilometragem, a maior garantia do mercado. Trata-se de um fator importantíssimo neste segmento", destacou Pedro Aquino, gerente de marketing da Ford Caminhões. O veículo é disponibilizado também com três opções de entreeixos: 3.300, 3.900 e 4.300mm. "Este modelo é reconhecido no mercado pela sua resistência, versatilidade e eficiência operacional", acrescenta Aquino. Equipado com caixa de câmbio de cinco velocidades, mais uma à ré, de acordo com a Ford o modelo chega a proporcionar economia entre 5% e 7% no consumo de combustível em relação ao seu antecessor. O motor Cummins ISBe 4.5 se presta do sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR) para atender às normas de emissões do Proconve P-7. Este sistema, o mais utilizado pelas montadoras no País, utiliza ARLA 32, aditivo injetado no sistema de exaustão para transformar os gases poluentes em vapor de água. Além da nova motorização, também ganha destaque no modelo leve da Ford o painel de instrumentos, mais ergonômico e suave ao toque, produzido em material reciclável (polipropileno e fibra de sisal) desenvolvido pela Ford (JG).

Ranger remodelada na Tailândia


A picape Ranger vendida hoje no Brasil já não suporta mais tantas plásticas. Junto com a Chevrolet S10, são as únicas remanescentes de projeto antigos e ultrapassados que mesmo com as seguidas atualizações, não conseguem esconder os defeitos crônicos dos projetos originais. Mas 2012 pinta como o ano em que as duas picapes vão ganhar uma nova geração. A Ranger até já é conhecida e vem fazendo uma espécie de tour pelo mundo antes de iniciar suas vendas aqui na América do Sul. Depois de aparecer para os públicos da Austrália, Frankfurt, Argentina e África do Sul, agora foi à vez de ser exibida em Bangkok, no Salão Internacional da Tailândia, país que concentra montadoras que produzem picapes como Toyota e Mitsubishi e que também terá uma linha de montagem da nova picape média da Ford.
As fotos revelam os novos padrões de design que serão adotadas assim como suas dimensões mais avantajadas. Na Tailândia foi mostrada a versão topo de linha - modelo Wildtrak - com cabine dupla, tração 4x4 e motor 3.2. As aparições em diferentes continentes têm como proposta apresentar o novo produto que pretende redefinir o segmento. A Ford adianta que a nova geração da Ranger virá com itens de conforto inovadores que são desejados e valorizados pelo consumidor.  A Tailândia é um dos três futuros centros globais de produção da nova Ranger – os outros são a Argentina e a África do Sul –, para venda em 180 mercados de todo o mundo.
 
Geração para surpreender - Totalmente nova desde a plataforma, motorização, design e equipamentos, a futura Ranger foi projetada para ser referência da categoria, tanto para consumidores que usam a picape para o trabalho como para o lazer. A Ford adianta que o novo modelo tem tudo para ser líder da categoria em desempenho, qualidade, capacidade de carga, economia de combustível e tecnologias inteligentes. Vamos esperar e conferir!

O Adeus para F4000 e MB 710

Nem todos vão se lembrar e muito menos estarão ligados nisso, mas quando soar as badaladas do “Adeus Ano Velho. Feliz Ano Novo”, à meia noite do próximo sábado, não existirá ano novo para dois mitos do transporte urbano no Brasil. Com a chegada do padrão Euro V a partir do dia primeiro de janeiro, Ford F-4000 e Mercedes-Benz 710 estarão oficialmente fora das linhas de produção. A Ford não fez nenhum anúncio sobre a descontinuação da famosa e lendária linha Série F, já a Mercedes divulgou vasto material contando a história industrial do Lázaro, apelido carinhoso do Mercedinho 710   


Retirar do mercado um caminhão como o F-4000 que, apesar da idade tem seu público cativo, é uma decisão corajosa, mas a equação era mesmo econômica, por conta dos custos muito altos de produção de sua última geração. Com a saída do modelo, a empresa, além de perder vendas, abriria de graça espaço para os concorrentes, justamente em momento em que a concorrência se arma com muitas novidades.
História - A linha F nasceu no Brasil em 1957 com o modelo F-600, um caminhão tipicamente estradeiro para a época e que foi muito usado na construção de Brasília, puxando carga de São Paulo. O motor era um V8 a gasolina, de 4,5 litros, que foi usado nos caminhões da marca até 1977.
Em 1971, a Ford já comemorava a produção de 200 mil unidades do modelo. A linha vinha crescendo com a picape F-100 e a F-350, mas a grade novidade veio em 1975, com o lançamento dos caminhões médios F-400 e F-4000, de maior capacidade, maior plataforma de carga e suspensão dianteira independente, do tipo Twin-I-Beam. O motor, um MWM D-226-4 a diesel. 
A linha F começou a ficar mais profissional e “estradeira” a partir de 1977, com a chegada dos modelos F-7000 e FT-7000, este último com terceiro eixo de fábrica. A família também contava com os modelos F-8000 e FT-8000, além do cavalo mecânico F-8500, capacitado para 30,5 toneladas de peso bruto total combinado. O motor era um Detroit Diesel 6V. Um ano depois, veio o motor MWM, que passa a puxar também os modelos da linha 7000. 
A história da linha F sempre foi marcada pelo lançamento e descontinuação de modelos intermediários. Um deles foi o F-2000, com motor Diesel MWM D-299-4, freios dianteiros a disco, e capacidade para duas toneladas de carga útil e opção de direção hidráulica.  Com o lançamento do modelo Cargo em 1985, a linha F ficou para segundo plano mas, apesar da sua cabine ultrapassada, sempre teve sua fatia de mercado no transporte urbano. 
Em sua fase final, os médios da série F tiveram um design tão estranho que acabou rendendo o apelido de sapão. Mas o F-16000 sumiu rápido, logo seguido pelo F-12000 e F-14000, em 2006. Sobravam os pequenos. Até agora. O F-4000, particularmente, deixa uma história com mais de 150 mil unidades vendidas. Ao longo de sua história, a linha F acumulou aproximadamente 570 mil unidades produzidas. 
Veja história do Mercedes-Benz 710 na outra página.

Ford F-150 é eleita a Picape do Ano nos Estados Unidos


A Ford F-150 foi eleita a Picape do Ano 2012 nos Estados Unidos pela revista especializada Motor Trend. Completamente renovado neste ano, o veículo passou a oferecer um novo padrão de economia de combustível, mais capacidade de carga e um design moderno e atraente.
O motor 3.5 EcoBoost responde por mais de 40% das vendas da F-150 e está perto de completar 100 mil unidades em menos de um ano no mercado. A linha conta também com as opções dos motores V6 3.7, V8 5.0 Ti-VCT e V8 6.2, todos equipados com transmissão automática de seis velocidades. Direção elétrica, sistema multimídia SYNC e assistência de partida em rampa são outros destaques.
Nos Estados Unidos, a picape já vendeu mais de meio milhão de unidades. Esta é a quarta vez que a F-150 recebe o prêmio, tornando-se a maior vencedora da categoria desde a sua criação, em 1989. Ela venceu também as edições de 1997, 2004 e 2009.

Ford contesta Iveco

A notícia da inauguração do concessionário Mercalf, em Jundiaí, defendida pela Iveco como a primeira com conceito sustentável no Brasil, foi rebatida pela Ford Caminhões. A montadora do oval azul afirma que sua representante em Brasília, a Slaviero Caminhões, inaugurada em junho de 2010, já havia sido construída seguindo conceitos ecológicos. Na época, a montadora distribuiu um comunicado onde destacava os detalhes da iniciativa.
Segundo a nota, a concessionária conta com sistemas projetados para economizar água, energia, proteger o ambiente da contaminação por resíduos e utilizou somente madeira certificada, das obras até a confecção dos móveis. “A nova Slaviero é uma das primeiras instalações totalmente ecológicas do Brasil. Ela atende todos os padrões de preservação ambiental da Rede Ford Caminhões e vai além, mostrando um claro compromisso com a sustentabilidade”, já dizia Oswaldo Jardim, diretor de Operações de Caminhões da Ford América do Sul. 
A notícia desmorona a intenção da Iveco que pleiteava para si a posição de pioneira nesse ambiente, mas não tira o brilho da marca por investir na busca de novas soluções. A Ford, pelo visto, foi realmente a pioneira (até que surja outra reivindicando a posição) mas, numa comparação direta entre o que as duas fizeram em termos de sustentabilidade, a conclusão é que a obra da Iveco Mercalf está um passo adiante. Pode-se concluir que a Ford Slaviero foi a pioneira, mas a Iveco Mercalf oferece um padrão ainda mais sustentável. Ganham a sociedade e o meio ambiente.

Ford Caminhões estuda entrar no segmento de extrapesados

Buscando maior espaço no mercado de caminhões, a Ford anunciou em outubro que está planejando, ainda sem data para lançamento, a fabricação de caminhões da categoria extrapesado, segmento em que ainda não atua. O veículo seria um projeto global e complementaria a nova geração da Linha Ford Cargo, que foi lançada recentemente.
“Neste momento, a Ford não irá revelar maiores detalhes do novo produto. O nosso trabalho é acelerar o desenvolvimento deste novo projeto global, que nos permitirá disputar todos os segmentos de mercado”, diz Oswaldo Jardim, diretor de Operações de Caminhões da Ford América do Sul.
A Ford Caminhões realiza esse desenvolvimento em conjunto com suas operações mundiais, com participação da engenharia local. “O novo produto, assim com a Nova Linha Cargo, será um caminhão surpreendente em termos de tecnologia, qualidade, capacidade e custo-benefício”, enfatiza Jardim.
O produto mais recente da marca é o Novo Cargo, caminhão que chegou ao mercado com o desenvolvimento para receber a tecnologia Euro 5.
Além da novidade a respeito do extrapesado, a montadora também anunciou que irá investir R$ 455 milhões de 2011 a 2015 em suas operações de veículos comerciais no País.
“Temos um programa contínuo de investimentos nas operações de veículos comerciais. Considerando o aporte até 2015, teremos aplicados aproximadamente R$ 1 bilhão em menos de uma década”, afirma Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul.

Ford exibe nova Ranger no Salão de Johannesburg


A Ford vem promovendo a exibição da futura geração da Ranger em diversos continentes do mundo, e depois de apresentar o veículo na Ásia, Europa e América do Sul, chegou a vez da África: a picape global da fabricante norte-americana foi a atração no Salão Internacional de Johannesburg, na África do Sul.
O país africano é um dos 180 escolhidos para a comercialização da nova geração da picape. De acordo com a Ford, este modelo global deverá chegar ao mercado latino-americano nos próximos anos, e será produzido na fábrica de Pacheco, na Argentina.
Foto: Divulgação Ford

Ford Cargo 815 recebe Prêmio Referência do Transporte


O Ford Cargo 815e foi o grande vencedor do Prêmio Preferência do Transporte e Logística 2011, um reconhecimento por ter se destacado como o caminhão mais vendido no Rio Grande do Sul no período de julho de 2010 a junho de 2011. Promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (SETCERGS), o prêmio identifica as marcas preferidas das empresas transportadoras e operadores logísticos associados, pela qualidade e inovação de seus produtos e serviços.
Incluída na comemoração de 52 anos do SETCERGS, a premiação contou com a presença do secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, e do vice-governador do Rio Grande do Sul, Beto Grill, ao lado de empresários das principais transportadoras do estado.
“Este prêmio reflete o excelente custo-benefício do caminhão Cargo e a força e tradição da marca Ford no Rio Grande do Sul, apoiada por uma eficiente estrutura de vendas e pós-venda”, diz Ricardo Paradeda, gerente regional de Vendas da Ford Caminhões em Porto Alegre. “Agradecemos a todos os clientes e distribuidores que contribuíram para esse resultado, que nos traz grande satisfação e confiança em continuar a trabalhar para oferecer o melhor aos transportadores.”
Voltado a aplicações de uso urbano, o Ford Cargo 815e se destaca pela agilidade, versatilidade e economia. Tem peso bruto total de 8.250 kg e é equipado com motor eletrônico Cummins Interact 4, com potência de 150 cv (a 2.500 rpm) e torque de 56 kgfm (a 1.500 rpm). Além de excelente aceleração e torque, oferece durabilidade e resistência para otimizar o rendimento da frota. No período analisado, ele registrou o emplacamento de 614 unidades no mercado gaúcho.

Teste: Ford Cargo 1932

Depois de triunfar no mercado de caminhões com sua família Cargo, tendo em torno de 18% de participação no Brasil, a Ford apresentou um novo projeto de cabine e atenta aos interesses do transportador brasileiro, incorporou a cabine-leito, a primeira no portfólio da marca. Contudo, manteve o trem de força, o motor Cummins ISC 315 de potência intermediária, 320cv, e o câmbio mecânico Eaton com 12 relações, agora mais caprichado e sincronizado. Trata-se de uma mecânica que atende as operações de curtas a médias distâncias, sobretudo no transporte de cargas volumosas sem grande densidade.
Outro atributo desse modelo é a relação de diferencial longa (3,58:1), que, em trabalho com o motor, se traduz em agilidade e economia de combustível. Para se ter uma ideia, na rota São Paulo a Botucatu, pela rodovia Castelo Branco, a qual percorremos com o caminhão que estava sendo avaliado também pela Brastransportes, o veículo superou rapidamente as demandas do pedal do acelerador e do câmbio.
A cifra de torque que oferece o ISC, cerca de 128mkgf a 1300rpm, vai bem nas retomadas, mas já com o caminhão em ação. Nas saídas, com o veículo parado, por exemplo, num semáforo, deixa um pouco a desejar. “Mas nada que comprometa a condução”, lembra Vitor Elias dos Santos, motorista da Brastransportes. Tivemos uma mostra disso durante a saída de São Paulo, para acessar o Rodoanel Mário Covas. Na saída de um semáforo, Vitor teve de arrancar com o caminhão e rapidamente pular para 3ª marcha para que ele pudesse ganhar embalo. Nesse momento o caminhão estava a 30 km/h a 1500rpm. Mas na opinião do motorista, todo o conjunto motriz parece contribuir para uma condução altamente eficiente.
A presença de um câmbio com uma relação longa só não é muito favorável em rodovias com muito aclives, circunstância que obrigará a caixa FTS-16112 da Eaton a trabalhar reduzindo marchas. O que não foi o caso durante essa avaliação. Pelo perfil da rodovia, com poucos aclives e declives, não foi possível tirar a impressão do câmbio num trabalho árduo, porém, por exigir muitas trocas de marchas, graças às oscilações da estrada, conseguimos averiguar que a transmissão trabalha em plena harmonia com o motor e as trocas realmente estão mais macias e precisas. Razão da decisão acertada da Ford em manter na linha o mesmo conjunto. Na prática, por mais que o motorista alcance uma alta velocidade mesmo que em pouca marcha, em pista plana, o motor não sai da linha verde da rotação, que nesse modelo fica entre 1 200 e 2 000rpm. Isso se traduziu em economia de combustível, pois no teste que teve percurso de 211,4 km, o caminhão consumiu 52,83 litros, ou seja, 4km/l.
Do lado de dentro, os elementos atrativos não faltam ao Cargo 1932; é perceptível o nível de acabamento interno e a qualidade do material utilizado. O conforto é sentido também graças à suspensão da cabine, isso deixou o caminhão mais macio. Sem entrar na seara de comparativos, mas vale ressaltar que na cabine anterior o habitáculo estava praticamente rígido no chassi. A nova suspensão é composta por quatro amortecedores, dois dianteiros e dois traseiros, e resultam em menos impacto do caminhão das oscilações nas estradas. O painel, até então um projeto com cerca de 20 anos, nessa repaginada ganhou um desenho mais moderno e recebeu material mais amigável ao meio ambiente tendo o cizal na composição, o que colaborou para a redução do nível de ruídos e vibração internas, além de minimizar os efeitos dos raios solares, deixando o ambiente interno menos abafado.
Com o conceito “Vida a Bordo” a Ford quis trabalhar os espaços e o uso dos materiais que compõem o habitáculo para deixá-lo o mais confortável possível para quem vai enfrentar longos períodos dentro da cabine. Por isso, além da atenção especial dada ao painel, que está mais ergonômico, com os comandos mais próximos do motorista, o ambiente incorporou mais porta-objetos, incluindo porta-copos, garrafas e espaço para colocar documentos entre os bancos. Dentro desse conceito, a Ford aprimorou alguns itens, como os vidros elétricos que são de série e as travas opcionais.
O sistema de ar foi outro ponto a favor, as saídas estão mais bem distribuídas e contribuíram para deixar a cabine mais arejada. O caminhão também possui escotilha que permite a circulação de ar com opção de abertura para frente e para trás. Cada assento tem um sistema de iluminação próprio, o que permite, por exemplo, o acompanhante mantê-la acesa sem incomodar o motorista quando estiver dirigindo. Os bancos ganharam um formato mais anatômico, com espuma de alta densidade que contribui para uma posição mais cômoda e confortável para o motorista e acompanhante, este também conta com espaço para movimentar as pernas mesmo estando sentado, pois o piso é amplo, possibilitando estica-las. Embaixo do banco do passageiro há um compartimento para guardar macaco, triângulo e chave de roda. Ainda vale acrescentar que o banco do motorista possui suspensão pneumática de série com regulagem de altura e profundidade. O mesmo nível de acabamento se tem na área de descanso. Nas palavras do motorista Vitor Elias: “achei a largura da cama uma das maiores, eu conheço os caminhões que fazem concorrência com esse aqui, e acho que essa cama é a mais ampla”.
Na área de descanso há espaço para guardar a bagagem e uma rede para guardar objetos como livros e revistas.
Por fora, o design se sobressai, tanto é que nessa avaliação sua nova “cara” chamou a atenção de vários motoristas na estrada. Numa rápida parada para um café, muitos caminhoneiros pediram para ver de perto a nova cabine. e o resultado não poderia ser melhor, foi unânime, todos gostaram do novo desenho e, a primeira vista, aprovaram o espaço interno. Mas além da estética, o caminhão ganhou detalhes que o deixaram mais aerodinâmico. A visibilidade também foi pensada nesse projeto, pois há uma ampla área envidraçada. Dois defletores aliam o efeito visual de movimento e contribuem para criar um fluxo de ar nas laterais da cabine, que, além de serem funcionais do ponto de vista aerodinâmico, segundo a Ford, ajuda a manter as portas limpas. As escadas permitem o fácil acesso, e o motorista conta com apoio de duas alças posicionadas junto a porta.
Não precisa ser um expert para afirmar que a Ford desenvolveu um produto competitivo e que vai render muitos frutos para a marca, além de tornar a vida de muitos transportadores mais produtiva, porque trata-se de um caminhão eficiente.                                     Fonte: Revista Transporte Mundial