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Sete erros na manutenção dos pneus


Pneu Bridgestone R155 
Cuidar dos pneus não significa apenas calibrar a pressão, pelo contrário. A manutenção desse tipo de componente tem outras prioridades tão importantes quanto à calibragem. Na verdade, trata-se de simples precauções que podem aumentar significativamente a durabilidade desse item, que é um dos maiores custos para o transportador. Porém, quem dá as dicas de como realizar corretamente esse tipo de manutenção e como evitar erros comuns é a fabricante de pneus Bridgestone. A marca japonesa elaborou sete conselhos que vão ajudar a não errar na conservação dos pneus do seu caminhão, garantindo assim mais segurança e economia de custos. Veja abaixo:

1. Pressão incorreta: rodar com o pneu abaixo da pressão indicada aumenta a área de contato com o piso, gerando um desgaste mais acelerado nas extremidades do pneu, torna a direção do veículo mais pesada e pode gerar uma eventual desagregação da rodagem (parte que toca o solo) devido ao excesso de calor gerado. Além disso, exige mais esforço do motor, fazendo com que o veículo consuma mais combustível e polua mais. Por outro lado, o excesso de pressão pode causar desgaste mais acentuado no centro da rodagem, perda de estabilidade em curvas, rachaduras na base dos sulcos, maior propensão a estouros por impacto e maior facilidade de penetração de objetos. A pressão correta é a indicada pela fabricante do veículo e tem grande influência no comportamento dinâmico deste.

Outro ponto importante é não se esquecer de checar as condições do estepe  sempre o mantendo pronto para o uso.  Uma dica é colocar até cinco libras a mais do que o normal, já que o pneu reserva nem sempre é calibrado com a mesma frequência dos pneus em uso. 

2. Desgaste excessivo: no caso de chuva, a pouca ou nenhuma profundidade dos sulcos compromete o escoamento da água que fica entre o pneu e o piso, o que aumenta significativamente o risco de aquaplanagem e a perda do controle da direção. A profundidade mínima dos sulcos do pneu, indicada pelo TWI (Tread Wear Indicators - indicador de desgaste da banda de rodagem, em português), que são "ressaltos" da borracha vistos dentro dos sulcos, é de 1,6 mm de profundidade. Abaixo dessa medida, em qualquer parte dos sulcos, o pneu já passa a ser considerado "careca" e passível de autuação pelas autoridades de trânsito.

3. Riscar o pneu: para tentar prolongar a vida útil do pneu, alguns motoristas adotam o recurso de fresar a banda de rodagem quando esta chega ou ultrapassa o limite de segurança indicado pelo TWI. A prática, mais conhecida como "riscar os pneus", é totalmente condenada pelos fabricantes, e consiste no redesenho da banda de rodagem. Para isso é usada uma lâmina quente própria para esse fim. Ao ser retirada parte da borracha que compõe sua estrutura, deixando por vezes a lona aparente, o pneu perde sua resistência, podendo provocar seu estouro em pleno movimento. 

4. Consertos inadequados: na maioria das vezes, ao consertar um pneu furado, os borracheiros utilizam o chamado "macarrão", que é um filete de borracha introduzido por meio de uma agulha na perfuração que se quer eliminar, dispensando a desmontagem da roda. Mas esse recurso deve ser utilizado provisoriamente e substituído pelo manchão ou plug assim que possível, pois, por tempo prolongado, o macarrão pode permitir o vazamento da pressão do pneu. 

5. Não fazer a manutenção da suspensão: de nada adianta colocar pneus novinhos, se a suspensão e outras partes do veículo não estiverem em bom estado. Uma suspensão mal calibrada e com peças desgastadas provoca o desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro. Um dos sinais de que o alinhamento do veiculo não está correto e que partes da suspensão podem estar gastas ou danificadas é o desgaste irregular ou prematuro dos pneus. 

6. Não efetuar o rodízio: o rodízio de pneus tem por função equalizar o desgaste e garantir uma vida longa e uniforme a eles. Esse procedimento deve ser realizado segundo a recomendação que consta no manual do veículo ou a cada 8 000 quilômetros para pneus radiais e 5 000 quilômetros para pneus diagonais. 

7. Não alinhar e balancear as rodas: desvios mecânicos provocam desgastes prematuros de pneus e desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro. Deve-se alinhar o veículo quando sofrer impactos na suspensão, na troca de pneus ou quando apresentarem desgastes irregulares, quando forem substituídos componentes da suspensão, quando o veículo estiver puxando para um lado, ou a cada 10 000 quilômetros.

O desbalanceamento das rodas, além de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e no próprio pneu. Deve-se balancear as rodas, sempre que surgirem vibrações, na troca ou conserto do pneu ou a cada 10 000 quilômetros.

Diminua o desgaste de pneus

Raramente a banda de rodagem dos pneus se desgasta de maneira uniforme, apresentando o mesmo resíduo de borracha em toda a circunferência e por toda a sua largura. As causas são inúmeras, mas uma coisa é certa: é impossível fabricar ou reformar um pneu onde a borracha num determinado ponto do pneu seja diferente de outro local, no mesmo pneu.
É claro que pneus e reformas podem ter problemas como ficou comprovado recentemente pelo recall realizado pela Pirelli, mas na imensa maioria das vezes, quando ocorre um desgaste irregular, o pneu é a vítima e não o causador do problema.
Deixando de lado possíveis problemas mecânicos, comumente encontrados como situações causadoras de desgastes irregulares, em algumas aplicações esse fenômeno (se podemos classificar dessa forma) é recorrente.
Nas ruas e estradas o piso é inclinado para a direita para facilitar o escoamento da água da chuva, o que faz com que a carroceria também se incline e, por causa disso, temos uma maior incidência do peso sobre os pneus montados no lado direito, os quais acabam por se desgastar mais rapidamente quando comparados com os do lado esquerdo.
Solução para isso: faça o rodízio dos pneus regularmente.
A situação descrita é normal e atinge a todos os veículos e aplicações, mas tem uma em que esse efeito é muito mais acentuado, e por pura conveniência: o transporte de material de construção.
Pelas ruas das grandes cidades é comum vermos caminhões de entrega carregados de modo a facilitar o descarregamento, onde no lado direito e na traseira estão os produtos mais pesados como pedras, areia, sacos de cimento, caixas de azulejo, entre outros, e no lado esquerdo e próximo à cabine ficam janelas, portas, louças sanitárias, etc. O que é mais pesado e cansativo para descarregar é colocado num local de modo a ficar mais próximo da calçada, facilitando o descarregamento e abreviando o tempo de parada.
Se isso facilita o trabalho humano diminuindo o esforço físico, é um veneno para o veículo ao exigir de maneira desigual os componentes mecânicos de um lado e outro do veículo.
Insistindo nesse modo de carregamento, com o tempo a carroceria permanece inclinada mesmo quando vazia. Além da suspensão, os freios são forçados e os pneus se desgastam mais acentuadamente no lado direito.
Nas betoneiras, já ocorre o inverso, com os pneus da esquerda gastando mais rápido. A razão é que o balão da betoneira, quando carregado, gira de maneira que o maior volume do concreto fica alojado no lado esquerdo. Aqui, novamente é o rodízio que deve ser feito para equilibrar os desgastes.
Fonte: Amigos da Carga