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Nissan anuncia recall para Pathfinder e Frontier
11:22
Postado por Mateus
A Nissan do Brasil anunciou nesta segunda-feira a convocação de 783 proprietários dos modelos Pathfinder e Frontier, ambos importados da Espanha entre 2006 e 2009, para verificação e reposicionamento do chicote do acionamento elétrico do banco do motorista e, se necessário, sua substituição.
A Frontier tem 206 unidades convocadas que apresentam intervalos de chassi de VSKCVND40U0119404 a VSKCVND4070144648. As 577 unidades de Pathfinder contam com numeração de chassi entre VSKJVWR5160033514 a VSKJVWR5190338686.
Recentemente foi detectado o mau funcionamento do chicote do sistema elétrico do banco do motorista, que pode não funcionar ou ser acionado de forma involuntária. Nenhum incidente foi registrado por conta desse inconveniente.
A verificação e eventual troca da peça serão realizadas sem custos para os proprietários, que deverão agendar o serviço a partir desta segunda, dia 2 de abril, na rede concessionária Nissan.
Além da campanha nos principais meios de comunicação, como TV, rádio e jornais do país, todos os proprietários com veículos envolvidos neste recall serão contatados pela empresa por meio de carta. Eles poderão obter mais informações por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente, pelo telefone 0800 0111090 ou pelo site www.nissan.com.br.
Fonte: Brasil Caminhoneiro
Na hora da buraqueira motorista e passageiros estão livres do efeito pipoca
13:12
Postado por Mateus
Depois que o repórter Fábio Rogério avaliou a Frontier SE Attack 4×4 subindo e descendo a Serra do Mar, sozinho, por estrada de Primeiro Mundo, resolvi sentir como a picape se comportaria na hora de encarar o universo para o qual ela foi fundamentalmente concebida: chão batido, muita terra, lama e buraqueira. Neste cenário pouco amistoso o utilitário da Nissan surpreendeu.
Com a tração 4×4 acionada foi possível acelerar um pouco mais e sentir o carro flutuar sobre buracos e ondulações sem necessariamente que motorista e passageiro pulassem feito pipocas no interior da cabina (fenômeno muito comum em veículos traçados). O sistema de suspensão, exigido em situações mais severas, funciona perfeitamente bem oferecendo bom conforto e confiabilidade na tocada, especialmente nas curvas.
Mesmo jogando um pouco a traseira nas curvas mais fechadas, pela pouca aderência do terreno, e por estar sem qualquer carga, o conjunto tração, suspensão e pneus mistos deu conta da estabilidade. Na hora de travar o carro no freio, o sistema ABS em conjunto com o EBS garantiu segurança e eficiência, sem aqueles indesejáveis e desequilibrados sobressaltos.
Na lama, com atoleiros mais traiçoeiros, com profundidade de até 40 centímetros, foi preciso o auxílio da redução nos cubos que entrou em ação sem solavancos e tirou o carro da situação crítica em baixa rotação. Pisando de leve, a 2.000 rpm, condução econômica, o obstáculo fica para trás sem maiores escândalos do motor.
No sítio, fizemos a prova básica com carga. Carregada com sacos de areia, perfazendo 400 quilos, e com mais cinco pessoas na cabina (aproximadamente mais 300 quilos) a Frontier SE mostrou que não dá vexame na hora do trabalho e que não faz o tipo picape bonitinha urbanóide que só parece valente quando vazia e no asfalto. Venceu rampas de terra batida, com aclives de até 35º sempre com o giro na faixa econômica. Parando e saindo na subida, com a tração integral acionada, o carro assume jeitão parrudo e assume comportamento de trator.
A troca de marcha é macia, curta e silenciosa, mostrando sincronia fina entre caixa e motor, e permitindo, sem carga, uma tocada mais esportiva. Contudo engatar a ré, para quem não tem muita intimidade com a picape, é uma tarefa trabalhosa. O engate exige leve pancada na alavanca de câmbio para que ela se encaixe na posição um pouco mais ao lado da quarta marcha. Leva tempo para se adaptar e, uma vez acostumado, o toque passa a ser mais natural.
O design da versão 2012 é inovador harmonizando robustez com elegância (o que não é muito fácil neste segmento). Picapeiro de verdade valoriza força e robustez. Neste quesito a Frontier surpreende. Falta, ainda, para todas as fabricantes, que alguém, quiçá o mercado, as convença de que picape tem que ter parachoque de ferro, e não de plástico, na parte dianteira, do mesmo jeito que tem na traseira.
Natureza bruta
13:07
Postado por Mateus
Sim, é aquela do “pônei maldito”, o fatídico comercial que era para atacar a concorrência e acabou colando na própria marca. Mas esqueça isso, pois o porte da Frontier SE Attack 4×4 Cabine Dupla intimida. Com seus 5,23m de comprimento, 1,85m de largura e 1,78m de altura (sendo 22 cm do solo ao chassi), a picape média da japonesa Nissan tem visual e desempenho que fazem jus ao nome da série. Mas é o “bote” do motor turbo diesel eletrônico de 2.5 litros de 16 válvulas que se torna decisivo para o motorista fazer a escolha “ame-a ou deixe-a”, pois na versão avaliada com direção hidráulica e transmissão manual de seis marchas, o conforto na condução não é um ponto forte. Agora quem gosta de carros resistentes, prefere “bater pino” em vez de “bocejar no automático” e pretende superar desafios em terrenos acidentados, ah… Faça um test drive e decida se o investimento de R$ 100.990,00 na versão 4×4 vale a pena.
Na fase de primeiras impressões, a troca manual de marchas e o acionamento da ré exigem um pouco de paciência e adaptação do motorista. Para testar a picape em diferentes terrenos, fiquei com a missão de percorrer, sozinho, os cerca de 150 quilômetros (ida e volta) entre as cidades de São Paulo e Santos, primeiro descendo do planalto para o litoral paulista, pela Rodovia dos Imigrantes.
“Neblina à vista”
Em uma segunda-feira à noite na estrada com pouquíssimo movimento, a Frontier Attack se mostrou silenciosa sobre o piso de asfalto. Com o giro do motor a 2.500 rpm, a picape cortava a pista sem fazer esforço dentro da velocidade permitida para a via (120 km/h) e com um nível baixíssimo de ruído no interior da cabine. Como recomendado pelo fabricante, a tração 4×2 (por meio de um botão rotativo, há as opções 4×4 e 4×4 com reduzida) absorvia bem os poucos impactos do solo e dava segurança na condução.
A viagem seguia sem problemas quando, no trecho de interligação entre as rodovias Imigrantes e Anchieta, o topo da Serra do Mar foi invadido pela neblina. Com o tráfego represado pela Operação Comboio da concessionária Ecovias, a velocidade foi reduzida para 40 km/h e a viagem, infelizmente, caiu no ritmo urbano “Anda e para, primeira marcha, segunda marcha. Anda e para (…)”.
Com os faróis de neblina (de série) acionados, foi possível conferir outra boa qualidade da picape: a eficiência do sistema de iluminação. Sem ofuscar os veículos à frente, a descida prosseguiu lentamente até a entrada nos túneis, onde a neblina se dissipa por conta do sistema de ventilação.
Com uma temperatura externa perto de 14 graus, foi hora de testar outro item importantíssimo: o sistema de ar condicionado. Claro, ele é convencional. Mas o ar quente foi suficiente para aquecer o habitáculo, e demonstrou que daria conta de atender não só o motorista, mas também os quatro passageiros da Cabine Dupla.
Vencida a Serra, vem o trecho urbano de Santos. É preciso andar manso na cidade, pois as dimensões avantajadas do veículo não combinam com motoristas de automóveis e motociclistas que abusam da velocidade e insistem em fazer curvas sem acionar a seta.
Não foi preciso fazer uma freada brusca. Mas se fosse necessário, os freios (com ABS antitravamento e EBS – Distribuição Eletrônica de Frenagem) mostraram muita disposição para “ancorar” as três toneladas da picape. O sistema é composto por discos ventilados na dianteira, e tambores autoajustáveis com válvula sensível à carga na traseira.
Subindo a serra
Na volta à cidade de São Paulo, a subida de serra pela Imigrantes foi vencida novamente sem esforço pelo torque do sistema de tração. A 2.000 rpm são entregues 36,3 kgfm. As ultrapassagens eram feitas de maneira tranqüila, pois se eu chegasse a 4.000 rpm, contaria com os 144 cavalos de potência do motor – que nunca foram necessários pois as retomadas se concluíam com, no máximo, 2.800 rpm. Nessa hora, você nem irá se lembrar de “como um câmbio automático” é confortável, pois é na levada manual que a condução da Attack se torna mais divertida.
Após um intervalo para o almoço em São Paulo, o destino agora eram as trilhas leves da Estrada Velha de Santos, próximas à cidade de Ribeirão Pires. No chão de terra, com o botão da tração devidamente colocado no 4×4, a Frontier Attack mostrou do que pode ser capaz. Passou por buracos e ondulações de pista sem tomar conhecimento. Nada atrapalhava a dirigibilidade, pois a aderência do veículo (aliados aos excelentes pneus Yokohama Geolandar A/T-S 255/70 R16) provou que a picape também é capaz de encarar desafios mais pesados.
Fonte: Brasil Caminhoneiro
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