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‘Extensão’, fábrica da Juiz de Fora da Mercedes-Benz é mais produtiva que planta de São Bernardo


A Mercedes-Benz possui uma história de mais de 60 anos no Brasil. E o início de tudo foi a fabrica da empresa em São Bernardo do Campo. Localizada no coração da Grande São Paulo e “engolida” pela civilização, a planta não tem mais para onde crescer. E este problema logo se tornou um desafio superado pela marca alemã. O remédio encontrava-se naquela que já foi a primeira fábrica de automóveis Mercedes-Benz fora da Alemanha.
A opção foi transformar a unidade de Juiz de Fora em uma planta para a montagem de caminhões. E não apenas qualquer caminhão. Além de migrar a fabricação do leve Accelo para a cidade mineira, o Actros, extrapesado com muita tecnologia embarcada da marca alemã, também passou a ser fabricado no Brasil na nova linha. “Quando tomamos a decisão de trazer as operações de São Bernardo do Campo, escolhemos o Accelo, pois a linha dele era mais simples de ser migrada”, explicou Ronald Linsmayer, vice-presidente e COO de caminhões da Mercedes no Brasil, em evento realizado nesta quinta-feira em Juiz de Fora. São 176.000 metros quadrados de área útil numa área total de 2.800.000 metros quadrados.
Linsmayer revela que, com a transferência do Accelo para Juiz de Fora, a planta de São Bernardo ganhou espaço em usinagem. Entretanto, o executivo nega que a Mercedes-Benz tenha planos de transferir todas as atividades para Minas Gerais. “Juiz de Fora deve ser entendida como uma extensão de São Bernardo. Se no futuro precisarmos de mais espaço lá, aí então iremos avaliar”, disse.
Fábrica de Juiz de Fora foi reformada para fabricar caminhões e se tornou uma das mais modernas do mundo
Mais moderna e bem equipada, a planta mineira possui uma capacidade de produção maior do que a fábrica de São Bernardo. A expectativa é que sejam fabricados 12 mil veículos (nove mil Accelo e três mil Actros) em Juiz de Fora no ano de 2012, mas esse número pode chegar a 50 mil unidades nos próximos anos, número ainda abaixo dos cerca de 80 mil caminhões e ônibus montados em 2011 na planta do ABC, que possui um quadro muito maior de funcionários. “A linha de Juiz de Fora tem uma eficiência produtiva maior que a planta de São Bernardo. Essa diferença diária é um número de dois dígitos”, afirmou Ronald Linsmayer, que não quis revelar o número em questão.
Testes de qualidade são feitos na própria linha de montagem, otimizando o processo
Fato é que em Juiz de Fora tudo foi pensado para ser melhor. Um trabalho de benchmarking definiu padrões adotados em linhas de todo o globo no que é relacionado especialmente à fabricação e à logística que deveriam ser trazidas para a cidade mineira. A linha possui conceitos como Kan-ban, Just-in-sequence, One-piece-flow e Lean Manufacturing (Produção Enxuta), que juntos dispensam a necessidade de estoque e anulam o desperdício ao longo do processo fabril.
A linha é tão versátil que os dois caminhões, de segmentos extremos (leve e extrapesado) são montados na mesma linha, que por sinal não existe fisicamente na forma de linha de arraste. No lugar é possível ver AGVs (Auto Guided Vehicles), veículos autoguiados que num primeiro momento podem parecer um brinquedo, mas são instrumentos de alta tecnologia que tornam a linha mais flexível e permitem, por exemplo, que esta siga funcionando plenamente mesmo em caso de problemas em alguma etapa. São 40 AGVs trabalhando na planta.
AGVs tornam linha de montagem mais flexível
Outra característica que amplia a produtividade é representada na forma de portais de qualidade. Os componentes instalados são testados na própria linha de montagem, em diversas etapas. Assim, qualquer falha pode ser prontamente corrigida pelos colaboradores.
Os investimentos nesta linha foram de cerca de 450 milhões de reais. Mesmo com um mercado em momento de transição do Euro 3 para o Euro 5, fato que prejudicou as vendas no primeiro trimestre de 2012, a Mercedes-Benz acredita no potencial da fábrica de Juiz de Fora. “Esta planta é uma preparação para o crescimento do mercado. Temos uma linha ótima para alcançarmos a liderança deste mercado”, disse em tom esperançoso Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina.

Mercedes-Benz lança novo Sprinter com foco na segurança de passageiro​s


A conhecida linha de veículos comerciais leves Sprinter, da Mercedes-Benz, evoluiu. Além de adequar os motores às exigências do Proconve P7, a marca alemã decidiu focar nos itens de segurança no transporte de passageiros. Esta estratégia levou o novo Sprinter a ser exposto na Laad Security 2012, feira internacional de segurança pública e corporativa que foi de 10 a 12 de abril, no Rio Centro, no Rio de Janeiro.
“A demanda deste segmento (de transporte de passageiros) apresenta tendência de crescimento para os próximos anos com a proximidade de grandes eventos no País, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, afirma Adriana Taqueti, gerente sênior de Vendas e Marketing Vans da Mercedes-Benz do Brasil. “Tanto no segmento de passageiros, quanto no de cargas, nas mais diversas aplicações e configurações, o Sprinter é referência de mercado em tecnologia, qualidade, agilidade, excelência, rentabilidade e satisfação do cliente”.
Sprinter pode receber blindagem por empresas especializadas
Durante o evento Laad Security, a Mercedes-Benz, em parceria com a Guardian, irá demonstrar aos visitantes que os veículos Sprinter podem receber blindagem, atendendo a necessidades específicas de empresas de transporte de passageiros e de cargas.
O processo de blindagem envolve os vidros e a carroçaria, incluindo teto, portas, parte inferior do chassi e outros elementos. O aumento de peso do veículo varia de acordo com o nível de blindagem escolhido. Devido a alta resistência, os novos Sprinter suportam esse aumento de peso sem perder desempenho. Além disso, a agilidade do veículo é preservada, graças à maior potência e torque da linha 2012.
Padrão de segurança
A nova geração do Sprinter introduz o programa de controle de estabilidade, o ESP Adaptativo, que consiste na integração dos já conhecidos ASR, ABS, BAS e EBV, reduzindo significantemente os riscos de acidentes, mesmo em situações críticas, além de garantir maior domínio e estabilidade do veículo.
O BAS reconhece a velocidade de acionamento do freio e reduz a distância de frenagem de acordo com a reação do motorista sobre o pedal de freio. Já o EBV reconhece o efeito no centro de gravidade do conjunto carga e veículo e ajusta a força de frenagem sobre as rodas de acordo com esse efeito.
O ESP Adaptativo reduz ainda o risco de tombamento lateral e realiza uma intervenção em movimentos desestabilizadores do veículo, tais como reação excessiva do condutor e condições irregulares da via.
O novo Sprinter trará também um airbag maior para os acompanhantes do motorista (furgão e chassi) ou para os passageiros da primeira fila de assentos (van). Além disso, o tensionador do cinto de segurança funciona de forma associada com o airbag.
O padrão de segurança do Sprinter também envolve o conceito de absorção de impactos observados em sua estrutura monobloco, prevendo-se a absorção otimizada de impactos e transferindo as forças oriundas de colisão, tanto frontal quanto lateral, para a estrutura inferior do veículo.
A nova família Sprinter de vans, furgões e chassis com cabina traz ainda uma série de novidades, definindo padrões em tecnologia, economia, proteção ambiental e desempenho. Este é o caso da nova geração de motores OM 651 LA, que atendem à legislação PROCONVE P-7. Esses propulsores trazem a avançada tecnologia BlueEFFICIENCY para os veículos comerciais leves, solução já totalmente consagrada nos automóveis da marca.
Quando se trata de nível baixo de emissões e respeito pelo meio ambiente, a nova geração de motores Mercedes-Benz OM 651 LA biturbo de 4 cilindros é vantajosa em suas duas classes de potência: a versão 311 CDI Street passa a contar com motor de 114 cv (aproximadamente 5% mais potente), com torque de 28 kgfm (de 1.200 a 2.400 rpm). Já as versões 415 CDI e 515 CDI têm motorização de 146 cv, com torque de 33 kgfm (de 1.200 a 2.400 rpm), o que significa um incremento de cerca de 13% na potência e 6,5% no torque.
Com maior potência e torque, os veículos Sprinter ganham mais agilidade no trânsito, com melhores arrancadas e retomadas e também com maiores velocidades médias.
Os novos motores do Sprinter harmonizam-se perfeitamente com a nova transmissão manual ZF ECO Gear 6S-450 de 6 velocidades, cujas relações de marcha também propiciam redução no consumo de combustível. Essa nova transmissão propicia ainda melhor dirigibilidade e maior agilidade para o veículo.

MB inicia produção em série de caminhões em Juiz de Fora


Marco histórico viveu a unidade Mercedes-Benz de Juiz de Fora, Minas Gerais, na terça-feira, 3 de janeiro de 2012. Na data foi iniciada oficialmente a produção em série de caminhões na planta, inaugurada em 1999 para fabricação do modelo Classe A, um automóvel.
O processo de try-out, iniciado em outubro, foi encerrado em dezembro.
De acordo com a fabricante 100% da produção do modelo Accelo, caminhão leve e atual modelo de entrada Mercedes-Benz após a aposentadoria do 710, já foi transferida para Minas Gerais. Antes, o modelo era produzido em São Bernardo do Campo.
Também foi iniciada a produção seriada do caminhão pesado Actros, antes importado completo da Alemanha e agora montado em CKD.
A produção em série iniciada neste 2012 foi resultado de um intenso trabalho da Mercedes-Benz, que durou mais de um ano, para transformar uma fábrica de automóveis para outra bem diferente, de caminhões. Em sua carreira de veículos leves, Juiz de Fora montou cerca de 140 mil automóveis em onze anos de vida, especialmente Classe A e CLC.
O anúncio de que Juiz de Fora – que conviveu por largo período com ampla série de informações de bastidores que apontavam possível venda ou fechamento – produziria caminhões ocorreu em março de 2010.
Uma das ações promovidas pela fabricante foi desenvolver sistema logístico complexo, já que a maior parte dos componentes utilizados em Juiz de Fora ainda vem do ABC Paulista.
Outra iniciativa envolveu o treinamento dos funcionários. Grupo de cinquenta deles passou cerca de um ano na unidade de veículos comerciais da Mercedes-Benz em Wörth, cerca de cem quilômetros de Stuttgart, Alemanha, para vivenciar na prática a fabricação do Actros, enquanto outros 350 eram treinados em São Bernardo do Campo. Esta fase já foi superada por completo, e atualmente os oitocentos trabalhadores atuam em suas novas funções com o conhecimento adquirido e necessário.
Foram investidos cerca de R$ 450 milhões em Juiz de Fora, onde se aproveitaram, basicamente, os prédios construídos. A maior parte dos equipamentos é nova. A área construída cresceu com ampliação da área de montagem final, e agora é de 177 mil m2. Outra novidade foi a integração de sistemistas: Maxion, Seeber e Randon já estão lá.
A previsão para este ano é de produção total de 15 mil unidades de Accelo e Actros, com 96% e 44% de índice de nacionalização, respectivamente.

Fonte: AmoCaminhões.com

Mercedes-Benz cede cavalo-mecânico para o SEST/SENAT de Campinas (SP)

 
A Mercedes-Benz entregou na semana passada um caminhão modelo Axor 1933 para a unidade de Campinas (SP) do Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST/SENAT), entidade que oferece programas de treinamento para a formação de motoristas.

Segundo a montadora, o cavalo mecânico será utilizado por um período de um ano exclusivamente para as aulas práticas de condução. “Essa iniciativa contribui para um melhor aproveitamento dos ensinamentos teóricos adquiridos pelos motoristas nos cursos em sala de aula”, afirma Eustaquio Sirolli, gerente sênior de Treinamento de Vendas e Pós-Venda da Mercedes-Benz do Brasil. “Além de incrementar a qualificação da mão de obra, trazendo benefícios para um transporte de carga mais eficaz, econômico e seguro, esse programa do SEST/SENAT tem se destacado pelo aspecto social, oferecendo oportunidades de trabalho a muitos profissionais do volante”, diz o executivo.
Tradição em treinamento
A Mercedes oferece cursos de especialização para clientes desde 1982. Desde então, já treinou mais de 200 mil motoristas e monitores de clientes. Os cursos oferecidos pela Mercedes podem ser aplicados nos Centros de Treinamento da Mercedes-Benz em Campinas (SP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), bem como nas instalações dos clientes ou nos Centros de Treinamento Homologados, instalados junto aos concessionários da marca em Taboão da Serra (SP), Nova Iguaçu (RJ), Contagem (MG), Curitiba (PR), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE) e Belém (PA).

MB 710 - Pau pra toda obra


A história do Mercedinho tipicamente urbano começou em 1972, com o 608D, o primeiro modelo na categoria dos leves da Mercedes-Benz. Na época, o modelo chegou trazendo inovações, como a cabine semi-avançada, o que ampliava a plataforma de carga. Essa era uma vantagem considerável, pois os concorrentes eram quase todos derivados de picapes que usavam cabines convencionais.
Em toda a sua história de vida o modelo passou por quatro atualizações. A primeira veio em 1987, quando teve sua capacidade de carga ampliada e o nome subiu para 708 E. Um ano depois, a cabine foi reestilizada, ganhando a aparência que mantém até hoje e também foram incorporados melhoramentos como o freio a disco nas rodas dianteiras. O 708 E também foi base para um modelo ligeiramente maior, o 914,que inaugurou o segmento de nove toneladas.
Concorrendo sempre na faixa de entrada, quase nada mudou no desenho da cabine, mas o urbano da Mercedes ganhou inovações tecnológicas, como o motor com intercooler em 1992. O aumento de potência para 120 cv elevou o nome para MB 712. Quatro anos mais tarde voltou a se chamar 710, por conta do motor turboalimentado. Com as vendas em queda, o modelo chegou a ser retirado da linha de produção em 1998, mas voltou um ano depois por exigência do mercado. Após essa recaída, recebeu  melhoramentos como sistema de freios pneumáticos (2002) e a adequação para atender a legislação do CONAMA P5 (Euro III), em 2006.
O Mercedinho foi, por vários anos seguidos, o caminhão mais vendido do Brasil e, somando todas as suas versões, encerra seus 40 anos de história totalizando 183.626 unidades vendidas. “O Mercedinho é dinheiro em caixa e pau para toda obra”, diziam seus usuários.O espaço deixado pelo MB 710 será preenchido pelo modelo Acello 815. Lançado em 2003, o produto novo (então chamado 715) chegou a provocar a suspensão da produção do Mercedinho por uns três meses.
Sua missão, a médio prazo, era exatamente substituir o 710, mas o tiro saiu pela culatra e, como as vendas não decolaram, sua produção desde 2009 passou a ser feita apenas sob encomenda. Com a terceira aposentadoria do 710, agora definitiva pela impossibilidade técnica de adaptação ao padrão Euro 5, o Acello volta à tona. A geração do 710 encerra sua carreira com 183.626 unidades vendidas. O 608 D representou o maior volume – 82.551 unidades.

Camargo Corrêa adquire 115 caminhões para uso em grandes obras

A Mercedes-Benz anunciou a venda de 115 caminhões para a construtora Camargo Corrêa. Foram comercializados 60 unidades do extrapesado Actros 4844 8×4 e 9 unidades do pesado Axor Premium 3344 6×4, ambos na versão basculante, para movimentações de rocha e terra.
No mesmo lote, estão 18 modelos da versão plataforma do caminhão pesado 2726 6×4 da Linha Tradicional, 16 basculantes 2726 6×4, um semipesado Atego 1725 4×4 e dois semipesados 1718 4×2 da Linha Tradicional. Estes veículos serão utilizados em operações de apoio, como irrigadeiras, comboio, oficina, tanque de abastecimento, carreta prancha e munk.
A frota da Camargo Corrêa conta com cerca de 1.200 caminhões, sendo 40% Mercedes-Benz. “Nossa decisão de compra levou em conta a resistência dos componentes, a força dos motores, a capacidade de carga alinhada às nossas necessidades e tudo mais que a marca já oferece em seus veículos”, afirma Carlos Maximiliano de Souza, gerente de Suprimentos da construtora.

É um caminhão, mas poderia ser um avião

O motor tem 456 cv, a transmissão, automatizada, possui 12 marchas para a frente e outras quatro para a ré. Além disso, esse Mercedes-Benz tem tanta tecnologia a bordo que é capaz de manter a distância para os veículos à frente e também nos avisar se estamos saindo da faixa de rolagem. E até conexão com a internet ele traz.
Se você pensou que estamos falando de um automóvel da “marca da estrela de três pontas”, como um Classe E ou um esportivo como o roadster SLK se enganou. É o Actros 2646 LS 6×4, o mais sofisticado caminhão vendido pela Mercedes-Benz no Brasil. Importado da Alemanha (mas com produção nacional prevista para 2012), o Actros 2646 LS é um extrapesado oferecido com três versões de cabine – Conforto (teto baixo), Megaspace Conforto e Megaspace Plus Segurança –, motor de 456 cavalos de potência, tração 6×4 e preços que vão de R$ 398.900 a R$ 464.600.
Se à primeira vista esses valores podem ser astronômicos, por outro lado a tecnologia incorporada ao 2646 LS também não parece ser deste planeta – e, em tese, justifica o investimento. Prova disso é que, de acordo com a marca, desde o seu lançamento no Brasil, em outubro do ano passado, já foram vendidas 586 unidades.
A versão Megaspace Segurança (completa) disponibilizada para esta reportagem oferece cabine com suspensão pneumática, assoalho plano e altura interna de 1,92 metro. Sob a cama, o motorista dispõe de dois compartimentos para objetos, além de um terceiro, refrigerado, para bebidas e alimentos. O ar-condicionado noturno, exclusivo do modelo, funciona com o motor do caminhão desligado e por até 8 horas.
O Actros 2646 LS é equipado com o mais poderoso propulsor da divisão de pesados da Mercedes-Benz por aqui, o seis cilindros verticais em V, com turbocooler e gerenciamento eletrônico, que gera, além dos já citados 456 cv (a 1.800 rpm), 224 kgfm de torque máximo (a 1.080 rpm). Com tamanha disposição, ele é capacitado para deslocar um Peso Bruto Total (PBT) de até 80 toneladas.
A caixa de mudanças automatizada PowerShift dispõe de 12 velocidades à frente (mais 4 à ré) e é programada para extrair sempre a maior eficiência do motor com o menor consumo de diesel. Além da eliminação do pedal de embreagem, o motorista pode optar pelas mudanças de forma automática ou manual – no segundo modo, por meio de uma pequena alavanca em fora de T, posicionada junto ao apoio de braço. Empurrando-a para frente, a marchas sobem; puxando-a para trás, elas são reduzidas.
Segundo Gilson Zinetti, Engenheiro da Área de Marketing de Produto, fora o conforto, a caixa automatizada traz muitas outras vantagens. “Como as trocas são feitas com maior precisão temos maior durabilidade do conjunto e menor custo de manutenção”, afirma. “As mudanças na rotação ideal também reduzem o consumo de combustível e, por fim, o câmbio automatizado diminui o tempo de treinamento dos motoristas e a influência das diferenças de habilidade deles nas médias de consumo e nos intervalos para manutenção.” A transmissão PowerShift ainda conta com um botão “Power” no painel que, acionado, eleva as trocas para rotações mais altas (e menos econômicas), permitindo respostas mais imediatas do motor, necessárias em uma ultrapassagem, por exemplo.
As suspensões traseiras do 2646 LS possuem quatro bolsas de ar em cada eixo, o que resulta em conforto na cabine, preservação da carga e maior estabilidade. O conjunto de freios utiliza discos em todas as rodas do cavalo, com equalização do desgaste das pastilhas, e é equipado com ABS (que impede o travamento das rodas) e ASR (que distribui a tração de acordo com a aderência em cada pneu).
Segurança espacial
Muito além dos airbags, de série, o pacote de opcionais de prevenção a acidentes do Actros 2646 apresenta alguns recursos inéditos no mercado nacional. O primeiro é o sistema de orientação de faixa de rolagem. Por meio de uma câmera posicionada no parabrisa, ele identifica a posição do caminhão em relação às sinalizações laterais no asfalto. Caso o veículo avance sobre uma delas, um sinal sonoro nos alto-falantes, à direita ou à esquerda, alerta o motorista para que corrija a trajetória.
O segundo é o controle de proximidade, que monitora o tráfego à frente, utilizando um radar instalado no parachoque. De acordo com a velocidade dos demais veículos e com a distância selecionada pelo motorista no comando do dispositivo, a unidade de controle adequa a velocidade do Actros às variações do trânsito, mantendo distância determinada e diminuindo o risco de colisões frontais.
Combinado a ele atua o sistema ativo de frenagem. Assim que o veículo começa a se deslocar, este dispositivo registra o peso do reboque e a distribuição da carga em cada eixo; quando o pedal de freio é acionado, ele identifica quando se trata de uma simples redução de velocidade ou de uma situação de emergência; conforme a circunstância, o sistema ativa o Top Brake (freio-motor no cabeçote), o freio-motor principal ou freios de serviço. Paralelamente, se detectar uma situação de risco, também por meio do radar no parachoque, ele ativa um alerta visual e sonoro; se o motorista não agir, em seguida o sistema faz uma leve intervenção nos freios; e, se o computador continuar interpretando o perigo, automaticamtente efetua uma freada de emergência, até que a velocidade caia para 20 km/h, reduzindo o risco de impacto ou suas consequências.
Finalmente, o bloqueio de deslocamento em rampa mantém o veículo parado por alguns segundos nessas situações, sem auxílio do freio, até que o motorista arranque com suavidade.
O Actros 2646 também dispõe do sistema de gerenciamento de frota FleetBoard, que utiliza um computador de bordo e a Internet para enviar para a empresa os parâmetros de desempenho do veículo durante a viagem. Dessa forma, o frotista fica sabendo como está sendo feita a condução do veículo, em tempo real, e pode enviar mensagens ao motorista, exibidas no visor do painel digital, para que, por exemplo, leve o veículo para uma revisão, em qualquer lugar do país.
Pé na estrada
Para a avaliação, o Actros 2646 foi acoplado a um bitrem, que elevou o comprimento do conjunto para 19,80 metros e o PBT para 57 toneladas.
No percurso entre o complexo Anchieta-Imigrantes e o rodoanel Mário Covas, em São Paulo, foi possível comprovar que, com toda essa tecnologia a seu favor, o trabalho do motorista fica restrito, quase que totalmente, a apenas movimentar o volante. Depois de programarmos no computador a velocidade máxima de 30 km/h e distância de 15 m, os 13 km da descida da Serra do Mar foram percorridos, praticamente, sem que o motorista de testes precisasse tocar no pedal do freio, exceto quando o trânsito parou por instantes. A cada aproximação com os caminhões à frente, o Actros fazia todas as reduções de velocidade e de marchas sozinho, de maneira muito suave e segura. Na parada para que o repórter assumisse a direção, a indicação que os freios de serviço muito pouco trabalharam foi o fato de as rodas estarem “geladas”.
Apesar das dimensões superlativas, o Actros 2646 é muito confortável, dócil e fácil de ser conduzido: basta selecionar a velocidade no piloto automático (a máxima do modelo é limitada eletronicamente a 120 km/h) e a distância que se quer do veículo da frente. A partir daí, é só cuidar da direção. A sensação de conduzir o extrapesado futurista da Mercedes-Benz (mesmo a 85 km/h, como no meu caso), é uma das experiências mais impressionantes – e até espetaculares – que se pode ter ao volante. Não tão distante assim dos luxuosos automóveis da marca alemã.
Fonte: Blog do Caminhoneiro

Sprinter se destaca no setor de panificação e conquista prêmio

Por sua agilidade no transporte e elevada capacidade de carga, o furgão Sprinter, da Mercedes-Benz, recebeu o Prêmio Baker Top 2011, criado pela Revista Padaria 2000 com o objetivo de valorizar a excelência e a qualidade dos produtos e serviços no setor de panificação e confeitaria. A premiação é destinada a fornecedores, distribuidores, padarias e profissionais que se destacaram ao longo de 2011.
“Os veículos Sprinter são referência também em durabilidade, agilidade e satisfação do cliente, com elevado padrão de qualidade, conforto, segurança e custo operacional”, afirma Adriana Taqueti, gerente sênior de Vendas e Marketing Vans da Mercedes-Benz do Brasil.
“Tanto o furgão, quanto o chassi com cabina, oferecem diversas possibilidades de uso, seja pelas padarias que os utilizam para entregas, como pelos distribuidores e fornecedores de produtos, que abastecem os cada vez mais diversificados pontos de venda e de conveniência”, explica Adriana.
O veículo
A linha de comerciais leves da Mercedes-Benz atende a faixa de 3,5 a 4,6 toneladas de peso bruto total (PBT), sendo formada pelos modelos 413 CDI (4.600 quilos de PBT), 313 CDI (3.550 quilos de PBT) e 311 CDI Street (3.500 quilos de PBT). São 16 versões de furgão e cinco de chassi com cabina para transporte de cargas, bem como 13 versões de van para transporte de passageiros.
Equipados com o motor eletrônico OM 611 LA e tecnologia CDI (Common Rail Direct Injection), os veículos oferecem 129 cavalos de potência a 3.800 rpm e 31 mkgf de torque entre 1.600 e 2.400 rpm (413 CDI e 313 CDI) ou 109 cavalos de potência a 3.800 rpm e 28 mkgf de torque entre 1.600 e 2.400 rpm (311 CDI Street). Essa configuração força em subidas e retomadas, fatores essenciais no tráfego intenso das grandes metrópoles.
Outro grande atrativo dos furgões é a capacidade volumétrica de carga, que vai de 7 a 13,4 metros cúbicos. Já os chassis com cabina permitem até 2.740 quilos de carga líquida, dependendo do tipo de carroçaria implementada, caso, por exemplo, de baú carga seca e de furgões frigoríficos ou isotérmicos.