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Cinco músicas inesquecíveis para os caminhoneiros



Nada como algumas canções para alentar a solidão do caminhoneiro. Horas na estrada, a boleia à frente e as curvas traçando os milhares de quilômetros de asfalto ficam mais instigantes na companhia de uma voz amiga, de alguém que canta as mesmas angústias do motorista. Vários artistas brasileiros conseguiram traduzir esses sentimentos e embalaram sucessos históricos para a categoria. Selecionamos cinco delas, capazes de reviver memórias e dignas de uma trilha sonora para uma viagem mais prazerosa.
01 – Roberto Carlos – Caminhoneiro
A parceria entre Roberto Carlos e Erasmo Carlos foi longe nesse clássico, recheado de versos de efeito como: “Quando chove o limpador desliza/Vai e vem o para-brisa/ Bate igual meu coração” e “É no acostamento dos seus braços/Que eu desligo meu cansaço/E me abasteço desse mel”. A música rendeu LP e um especial para a televisão, veiculado no final de 1984, com o “Rei” dirigindo um Mercedes-Benz 1929. O especial ganhou nova versão em 1995, com Roberto pilotando um Scania 113H Topline azul e em 2004, com um Scania 112H, que ele encontra Pedro e Bino do seriado Carga Pesada em um restaurante de estrada.

02 – Sula Miranda – Caminhoneiro do Amor
A “rainha dos caminhoneiros” Sula Miranda marcou época com a canção Caminhoneiro do Amor, do compositor Joel Marques, em seu LP de estreia, em 1986. Segunda a cantora, essa foi a música que a aproximou para sempre dos caminhoneiros. Sula cantava a vida da esposa do motorista, em versos como: “Quando chega é sempre aquela festa tudo o que nos resta é tempo de amar/ Na alegria de sua chegada eu sou mais uma estrada pra ele trafegar/ E nas curvas da felicidade a nossa saudade é coisa que passou/ E me leva o meu caminhoneiro pelos sorrateiros caminhos do amor”.



03 – Renato Teixeira – Frete

O compositor paulista é um dos grandes defensores da música caipira e tocou profundamente os caminhoneiros com essa canção, tema da abertura do seriado Carga Pesada, da TV Globo. Emocionante tanto pela letra quanto pelo belo arranjo, mais tarde a música foi também sucesso na voz de Chitãozinho & Xororó. O destaque fica para o refrão: “Eu conheço todos os sotaques/ desse povo todas as paisagens/ Dessa terra todas as cidades/ das mulheres todas as vontades/ Eu conheço as minhas liberdades/ pois a vida não me cobra o frete”.


04 – Sérgio Reis – Carga Pesada
Poucos sabem disso, mas esse clássico eternizado na voz de Sérgio Reis foi composto pelo hoje escritor Paulo Coelho, em parceria com Zé Rodrix. O verso inicial da canção já esteve escrito no lameiro de muitos caminhões pelas estradas brasileiras: “Seis pneus cheios e um coração vazio”. Além de tudo, abria o jogo de forma sincera: “Êta malvada sina de carreteiro/ Onde tudo na vida é passageiro/ Tanta mulher encontro nesse sertão/ Mas durmo mesmo é dentro do caminhão”.


Link do sonora: http://sonora.terra.com.br/Music/294248/carga_pesada
05 – Milionário e José Rico – Sonho de um caminhoneiro

Um tanto mais dramática que as músicas acima, Sonho de caminhoneiro, composta por Nil Bernardes e Chico Valente, conta a história de dois amigos caminhoneiros que buscam pagar em dia a prestação, para realizar o sonho de passar de empregado a patrão. Mas um acidente acontece e um deles, que seria pai, não poderá conhecer o filho. Uma canção com carga pesada de emoção, como fica provado na seguinte estrofe: “Mas o destino cruel e traiçoeiro marcou a hora e o lugar/ A chuva fina e a pista molhada com uma carreta foram se chocar/ Mas como todos tem a sua sina, um a morte não levou e agonizante nos braços do amigo disse: ‘vá conhecer meu filho, porque eu não vou’".


Fonte: Terra

Caminhoneiros autônomos planejam paralisação nacional

O Movimento União Brasil Caminhoneiro está contatando as entidades que representam os caminhoneiros autônomos em todo o País para organizar uma manifestação nacional para reivindicar a revisão do uso do cartão frete, imposto pela resolução 3.658, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que determinou o fim da carta-frete, e a remuneração destes trabalhadores, após a alteração na resolução da Agência, que flexibilizou o acesso ao Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Carga (RNTC).
No manifesto enviado às associações e sindicatos, o MUBC defende que essas medidas inviabilizam o exercício da atividade para pequenos e médios transportadores. Segundo Nélio Botelho, presidente do MUBC, as recentes resoluções aplicadas pela ANTT desconfiguram as leis que poderiam beneficiar o setor transportador e impedem o desenvolvimento, principalmente dos caminhoneiros autônomos e contratados, pois não garantem remunerações adequadas aos custos exigidos pelas normas. Além disso, os representantes dos caminhoneiros afirmam que muitos embarcadores estão deixando de contratar autônomos devido aos custos do novo sistema de pagamento.
Botelho afirma que a carta-frete era usada por menos de 7% dos caminhoneiros no Brasil e que a norma imposta pela ANTT tem dimensões desnecessárias. “A grande culpada da atual situação do setor é a ANTT, pois faltou competência na aplicação dessas medidas. Os RNTCRs (registros obrigatórios) têm que ser suspensos em sua totalidade, pois estão todos irregulares”, afirma.
Botelho já apresentou as reivindicações ao Ministro dos Transportes, Paulo Passos, e aguarda na próxima semana a convocação da ANTT para negociações. Caso isso não ocorra, está previsto um ato de desmobilização do setor, em que, segundo ele, nenhum caminhão vai sair da garagem.

De acordo com representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), o novo sistema de pagamento de frete, burocratiza as operações e tira a liberdade de negociação entre os contratantes do frete e os transportadores autônomos. Os empresários reclamam da morosidade e dos custos que envolvem a emissão do CIOT, código obrigatório para cada operação.
Desde o início da validade do pagamento eletrônico, duas entidades, uma no Rio Grande do Sul e outra de Santa Catarina, entraram com ação judicial e conseguiram, por meio de liminar, o direito de não obedecer à resolução da ANTT e continuar o pagamento com a carta frete. A liminar do Sindicato gaúcho foi suspensa pela Justiça.
Diante das dificuldades operacionais analisadas e do aumento de custo, o SETCESP também estuda entrar com medida judicial contra a aplicação do novo sistema.
Outro lado
A União Nacional dos Caminhoneiros, presidida por José Araújo “China” da Silva, defende o fim do uso da carta frete, sob o argumento de que ela representa um regime de semiescravidão que vigora no Brasil há mais de 50 anos. Segundo China, o caminhoneiro autônomo tem o direito de receber o frete por meio do sistema regulamentado e de não pagar ágio no abastecimento nos postos que trocavam a carta frete.

Sites auxiliam busca de caminhoneiros por um frete de retorno



Rodar com o caminhão vazio não é bom para o caminhoneiro, nem para o ambiente. Na volta para casa depois da entrega da carga, o frete de retorno garante aos autônomos uma renda extra e mantém a produtividade do caminhão. Para auxiliar motoristas, sites oferecem serviço que tenta unir as duas pontas: quem oferece e quem busca fretes.
Lançado em março, junto ao portal Visa Cargo (www.visa.com.br/cargo), o Bolsa Frete é um centralizador dessas ofertas de transporte, no qual os clientes do cartão Visa Cargo podem acessar, pela internet ou por telefone, um banco de opções de transportes de cargas para não retornar com o caminhão vazio à cidade de origem.
Para o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Cargas a Granel (Sindgran), Henrique Raccuia Ferreira, o frete de retorno é “essencial para o trabalho” dos transportadores. Ele conta que normalmente é o próprio autônomo o responsável pela busca do frete entre transportadoras e agenciadores. “Conhecemos o serviço e acreditamos ser uma ferramenta importante”, afirma Ferreira sobre o Bolsa Frete. Ele conta que o próprio sindicato também faz o papel de intermediar relações entre terminais portuários, transportadoras e caminhoneiros.
Outros sites oferecem serviço semelhante, alguns 100% gratuitos, outros com opção para assinantes, que podem oferecer um ou mais caminhões para ganhar destaque. Entre eles estão Rede Frete Fácil (www.redefretefacil.com.br), Parceiro do Frete (www.parceirodofrete.com.br), Retorno Legal (www.retornolegal.com.br), Fretebras (www.fretebras.com.br) e Consulta Frete (www.consultafrete.com).
Bolsa Frete

Após solicitar um cartão Visa Cargo, o caminhoneiro realiza um cadastro no portal, informando os dados e o perfil do caminhão, como capacidade e tipo de carga, localização, entre outras características, e automaticamente ganha acesso ao Bolsa Frete - restrito a clientes do cartão. A Visa se compromete a manter pelo menos 500 ofertas de frete disponíveis ao mês, mas o número deve aumentar a partir da maior adesão ao serviço.

O site reúne os fretes mais adequados ao perfil cadastrado e, caso o usuário tenha interesse e disponibilidade, faz a marcação em uma ou mais ofertas. A partir disso, a negociação sobre valores e demais questões é entre o próprio motorista e a transportadora responsável.
O Bolsa Frete faz parte das estratégias da companhia para se aproximar dos transportadores. “Foi uma criação da Visa local, viemos estudando esse mercado e segmento, buscando entender como poderíamos agregar valor para o caminhoneiro e as transportadoras. Era uma demanda do próprio mercado, pois existe dificuldade de juntar as duas pontas, ter uma informação mais democrática e de qualidade”, explica Karen Ferreira, diretora de produtos comerciais da Visa Brasil.
Pelo portal Visa Cargo (www.visa.com.br/cargo) ou pelo telefone 0800 772 2742, o motorista pode ter acesso e selecionar as ofertas. “Normalmente, os caminhoneiros tinham que lidar com as figuras dos agenciadores, que trabalhavam com poucas transportadoras, às vezes uma. No nosso caso, juntamos vários perfis, de vários estados, diferentes mercadorias, pois queremos dar mais tranquilidade e agilidade, com um sistema que seja amigável, simples e fácil, mas com opções”, afirma Karen.
Utilizado como meio de pagamento de frete e pedágio, o cartão ganhou ainda mais força a partir da entrada em vigor da nova legislação que proíbe o uso da carta-frete - antigo sistema de remuneração entre transportadoras e caminhoneiros. “Os dois serviços, tanto o Bolsa Frete, quanto o cartão da Visa Cargo, trabalham com a inclusão dos caminhoneiros, tanto financeira quanto social, já que conseguem dar todos os benefícios para uso no dia a dia. A possibilidade de cartão adicional para a família dá uma nova dimensão, pois além das despesas diárias na estrada, ele consegue repassar os recursos para os familiares”, conta Karen.
Fonte: Terra

Áreas especiais oferecem lazer e descanso para caminhoneiros



A rotina estressante de congestionamentos, prazos apertados, más condições das rodovias e distância da família impõe ao caminhoneiro a necessidade de adotar paradas para descansar o corpo e a mente durante suas extensas jornadas. Para ajudar a reduzir o estresse dos profissionais de transporte de carga, entidades e concessionárias oferecem espaços e serviços com esse objetivo ao longo das mais movimentadas rodovias do País.
Veja algumas das principais entidades e rodovias que dispõem desses serviços:
Sest/Senat
O Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) mantêm 142 unidades espalhadas em todos os Estados, que disponibilizam atendimentos em saúde, lazer, esporte, recreação e cultura. Parte dessas estruturas são erguidas junto a postos de gasolina, à beira das estradas.

As sedes contam com restaurante, lanchonete, piscina infantil e semiolímpica, campo de futebol, quadra poliesportiva, parque, churrasqueiras, ginásio coberto e vestiários - a estrutura pode variar de uma cidade para outra. Também são oferecidos cursos profissionalizantes. Todos os serviços funcionam diariamente e ficam disponíveis aos motoristas e seus familiares.
Sistema Anchieta Imigrantes
Em São Paulo, a Ecovias - que atua no Sistema Anchieta-Imigrantes - disponibiliza uma área de 27,5 mil m² na altura do quilômetro 40 da Via Anchieta (acesso à Interligação Planalto, em direção à Imigrantes), onde o usuário encontra sanitários, chuveiro quente, tanques, sala de estar com televisão, quiosques com churrasqueira e quadra. O local possui capacidade para abrigar até 90 veículos (com zona reservada para cargas perigosas) e contam com segurança 24 horas.

SP-340
Quem viaja pela SP-340 (no sentido Mogi Mirim-Campinas) encontra, no km 152, uma área de descanso de 25 mil m² disponibilizada pela Renovias, com capacidade para abrigar cerca de 80 caminhões. Os usuários podem permanecer no local e usufruir de TV a cabo, sinuca, pebolim, cozinha com geladeira e micro-ondas, banheiros equipados com chuveiros (incluindo adaptações para portadores de deficiência física), área de serviço, telefones e mapas rodoviários. Entre 5h e 7h, um café da manhã é servido no local.

Rodovia Raposo Tavares – SP-270
O trecho sob responsabilidade da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart) conta com 12 pontos de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). Além de base para as equipes de socorro médico e mecânico, oferecem suporte aos motoristas com água, café, banheiros e informações. O trecho ainda abriga cinco unidades do Sest Senat, em Bauru, Santa Cruz do Rio Pardo, Nova Alexandria, Regente Feijó e Presidente Prudente.

Rodovia Washington Luiz – SP – 310
Para quem trafega na Rodovia Washington Luiz, as opções são as duas áreas de descanso da concessionária Triângulo do Sol. Próximo ao acesso a Matão, no km 291 da via, e entre Catiguá e Uchoa, no km 407, as sedes contam com sanitários, chuveiros, lavanderia e serviço de vigilância. As áreas de descanso podem ser usadas durante o dia ou noite, e todos os serviços são gratuitos.