Banco Volkswagen lança financiamento especial para modelos MAN TGX

Em parceria com a MAN Latin America, o Banco Volkswagen abre condições especiais de financiamento para comercialização dos novos caminhões MAN TGX, lançados na segunda quinzena de abril.
A iniciativa abrange as modalidades de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e leasing (arrendamento mercantil) e chega para garantir a competitividade do novo modelo comercial no mercado brasileiro. Além das taxas de 0,62% ao mês e 7,7% ao ano, válidas inicialmente até 31 de maio, o financiamento contempla 100% do veículo, não exige entrada e está disponível para empresas de todos os portes.
“Esta linha foi pensada para distribuir os caminhões MAN tanto entre os pequenos quanto entre os grandes empreendedores. Em ambos os casos, traz vantagens competitivas, já que suas condições são as mesmas oferecidas pelo BNDES PSI, sem suas restrições”, destaca Décio C. de Almeida, diretor-presidente do Banco Volkswagen.

Pavimento da Rodovia dos Bandeirantes é reconstruído com asfalto ecológico

A Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) passou por obras de reconstrução de seu pavimento no trecho entre São Paulo e Campinas, no interior do Estado. A revitalização da pista começou há dois anos e incluiu a restauração total do pavimento e de suas bases, com utilização de asfalto ecológico.
Na reconstrução do pavimento, a Artesp (Agência Reguladora do Transporte no Estado de São Paulo) e a concessionária levaram em conta a preocupação ambiental. Por isso, foram utilizados processos de reciclagem, com reaproveitamento dos materiais retirados, e revestimento asfáltico com borracha de pneus velhos.
Além dos benefícios ecológicos, o piso de asfalto borracha vai aumentar em 20% a durabilidade do pavimento e proporcionar ganhos de 15% na aderência do veículo à pista. Foram investidos nessa obra de recape ecológico R$ 90 milhões.
A revitalização cobriu toda a extensão da Bandeirantes: 600 quilômetros de faixas. Para formar o asfalto com borracha, foram utilizados 450 mil pneus (que levam até 600 anos para se decompor) e reciclados 84 mil metros cúbicos de asfalto velho, o que equivale à carga de 14 mil caminhões.

Aposta na potência e versatilidade

Além da maior potência, a versão 2012 do modelo leve da Ford chegou ao mercado com outros atributos para deixá-lo mais competitivo no seu segmento de transporte

Substituto do Cargo 815, o caminhão leve da Ford passou a ser equipado com motor mais potente e recebeu o número 816 em sua cabine, em alusão aos 160cv de potência do motor na versão Euro 5. Com PBT de 8.160 kg e capacidade máxima de tração (CMT) de 11.000 kg, o veículo encontra-se à venda na rede de distribuidores da marca há mais de um mês e está sendo posicionado pela montadora como o mais potente em sua categoria.

"Com o Cargo 816 ampliamos as vantagens de potência e conforto do modelo, e temos ainda como mais um diferencial, dois anos de garantia sem limite de quilometragem, a maior garantia do mercado. Trata-se de um fator importantíssimo neste segmento", destacou Pedro Aquino, gerente de marketing da Ford Caminhões. O veículo é disponibilizado também com três opções de entreeixos: 3.300, 3.900 e 4.300mm. "Este modelo é reconhecido no mercado pela sua resistência, versatilidade e eficiência operacional", acrescenta Aquino. Equipado com caixa de câmbio de cinco velocidades, mais uma à ré, de acordo com a Ford o modelo chega a proporcionar economia entre 5% e 7% no consumo de combustível em relação ao seu antecessor. O motor Cummins ISBe 4.5 se presta do sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR) para atender às normas de emissões do Proconve P-7. Este sistema, o mais utilizado pelas montadoras no País, utiliza ARLA 32, aditivo injetado no sistema de exaustão para transformar os gases poluentes em vapor de água. Além da nova motorização, também ganha destaque no modelo leve da Ford o painel de instrumentos, mais ergonômico e suave ao toque, produzido em material reciclável (polipropileno e fibra de sisal) desenvolvido pela Ford (JG).

‘Extensão’, fábrica da Juiz de Fora da Mercedes-Benz é mais produtiva que planta de São Bernardo


A Mercedes-Benz possui uma história de mais de 60 anos no Brasil. E o início de tudo foi a fabrica da empresa em São Bernardo do Campo. Localizada no coração da Grande São Paulo e “engolida” pela civilização, a planta não tem mais para onde crescer. E este problema logo se tornou um desafio superado pela marca alemã. O remédio encontrava-se naquela que já foi a primeira fábrica de automóveis Mercedes-Benz fora da Alemanha.
A opção foi transformar a unidade de Juiz de Fora em uma planta para a montagem de caminhões. E não apenas qualquer caminhão. Além de migrar a fabricação do leve Accelo para a cidade mineira, o Actros, extrapesado com muita tecnologia embarcada da marca alemã, também passou a ser fabricado no Brasil na nova linha. “Quando tomamos a decisão de trazer as operações de São Bernardo do Campo, escolhemos o Accelo, pois a linha dele era mais simples de ser migrada”, explicou Ronald Linsmayer, vice-presidente e COO de caminhões da Mercedes no Brasil, em evento realizado nesta quinta-feira em Juiz de Fora. São 176.000 metros quadrados de área útil numa área total de 2.800.000 metros quadrados.
Linsmayer revela que, com a transferência do Accelo para Juiz de Fora, a planta de São Bernardo ganhou espaço em usinagem. Entretanto, o executivo nega que a Mercedes-Benz tenha planos de transferir todas as atividades para Minas Gerais. “Juiz de Fora deve ser entendida como uma extensão de São Bernardo. Se no futuro precisarmos de mais espaço lá, aí então iremos avaliar”, disse.
Fábrica de Juiz de Fora foi reformada para fabricar caminhões e se tornou uma das mais modernas do mundo
Mais moderna e bem equipada, a planta mineira possui uma capacidade de produção maior do que a fábrica de São Bernardo. A expectativa é que sejam fabricados 12 mil veículos (nove mil Accelo e três mil Actros) em Juiz de Fora no ano de 2012, mas esse número pode chegar a 50 mil unidades nos próximos anos, número ainda abaixo dos cerca de 80 mil caminhões e ônibus montados em 2011 na planta do ABC, que possui um quadro muito maior de funcionários. “A linha de Juiz de Fora tem uma eficiência produtiva maior que a planta de São Bernardo. Essa diferença diária é um número de dois dígitos”, afirmou Ronald Linsmayer, que não quis revelar o número em questão.
Testes de qualidade são feitos na própria linha de montagem, otimizando o processo
Fato é que em Juiz de Fora tudo foi pensado para ser melhor. Um trabalho de benchmarking definiu padrões adotados em linhas de todo o globo no que é relacionado especialmente à fabricação e à logística que deveriam ser trazidas para a cidade mineira. A linha possui conceitos como Kan-ban, Just-in-sequence, One-piece-flow e Lean Manufacturing (Produção Enxuta), que juntos dispensam a necessidade de estoque e anulam o desperdício ao longo do processo fabril.
A linha é tão versátil que os dois caminhões, de segmentos extremos (leve e extrapesado) são montados na mesma linha, que por sinal não existe fisicamente na forma de linha de arraste. No lugar é possível ver AGVs (Auto Guided Vehicles), veículos autoguiados que num primeiro momento podem parecer um brinquedo, mas são instrumentos de alta tecnologia que tornam a linha mais flexível e permitem, por exemplo, que esta siga funcionando plenamente mesmo em caso de problemas em alguma etapa. São 40 AGVs trabalhando na planta.
AGVs tornam linha de montagem mais flexível
Outra característica que amplia a produtividade é representada na forma de portais de qualidade. Os componentes instalados são testados na própria linha de montagem, em diversas etapas. Assim, qualquer falha pode ser prontamente corrigida pelos colaboradores.
Os investimentos nesta linha foram de cerca de 450 milhões de reais. Mesmo com um mercado em momento de transição do Euro 3 para o Euro 5, fato que prejudicou as vendas no primeiro trimestre de 2012, a Mercedes-Benz acredita no potencial da fábrica de Juiz de Fora. “Esta planta é uma preparação para o crescimento do mercado. Temos uma linha ótima para alcançarmos a liderança deste mercado”, disse em tom esperançoso Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina.

Lei que Regulamenta profissão de Motorista é Publicada no Diário Oficial da União



A espera foi demorada, mas depois de longas discussões e muitas negociações, foi sancionada, pela presidente Dilma Rousseff, a Regulamentação da Profissão de Motorista, na manhã desta quarta-feira (02). A Lei 12.619 regulamenta a profissão de motorista profissional com vínculo empregatício, cria jornada de trabalho especial  para o motorista empregado e regula o tempo de direção e descanso de todos os motoristas, incluídos os transportadores autônomos.
Em 45 dias, os motoristas profissionais brasileiros terão uma regulamentação própria de suas atividades. Proposta originalmente no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 319/2009, a regulamentação consta da Lei 12.619/2012, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (2).
Segundo a nova Lei, o texto proíbe os motoristas profissionais de dirigirem por mais de quatro horas ininterruptas. Em situações excepcionais, contudo, fica permitida a prorrogação por até uma hora do tempo de direção, de modo a permitir ao condutor do veículo chegar a um lugar que ofereça segurança e atendimento. Além de repouso diário de 11 horas a cada 24 horas e descanso semanal de 30 horas para o motorista empregado e de 36 horas para o caminhoneiro autônomo. O texto também garante o direito a seguro obrigatório pago pelo empregador, especificando que o valor mínimo será de 10 vezes o piso da categoria.
Pela nova lei, os motoristas profissionais têm garantidos acesso gratuito a programas de formação e aperfeiçoamento profissional; atendimento de saúde; isenção de responsabilidade por prejuízos patrimoniais causados por terceiros; e proteção do Estado contra ações criminosas.
Conforme enfatiza o presidente da NTC&Logística, Flávio Benatti, a regulamentação vai ajudar a disciplinar as relações entre capital e trabalho, contribuindo automaticamente para a valorização do profissional que está atrás do volante. “É preciso conscientização da sociedade do valor do motorista”, enfatiza Benatti.
A nova lei sancionada ainda destaca a criação de um novo Instituto na Legislação Trabalhista, que é o tempo de espera, assim considerado aquele em que o motorista fica com o veículo parado, aguardando para carga e descarga no embarcador ou no destinatário, ou ainda para a fiscalização nas barreiras fiscais entre os Estados da Federação ou nas aduanas de fronteira, não se computando o tempo de espera como hora extraordinária.
“Esta lei marca uma nova cultura na gestão dos trabalhadores do transporte rodoviário de cargas e, principalmente, um novo tempo, com mais segurança jurídica para as transportadoras, principalmente nas questões trabalhistas”, comenta o presidente do SETCESP, Francisco Pelucio.
Com relação ao projeto original, a presidente vetou vários dispositivos, que na sua maioria não chegam a desfigurar as novas regras de jornada de trabalho dos motoristas empregados incluídas na CLT e o tempo de direção e descansos obrigatórios incluídos no Código de Trânsito e aplicável aos motoristas autônomos.
O motoristadeve estar atento às condições de segurança do veículo e conduzi-lo com prudência, zelo e em obediência aos princípios de direção defensiva. Deve respeitar a legislação de trânsito, zelar pela carga transportada e cumprir regulamento patronal que discipline o tempo de direção e descanso. Eles também devem se submeter a testes e programas de controle do uso de drogas e bebidas alcoólicas instituídos pelos empregadores.
Apesar da primeira vitória, a nova lei ainda não agradou em sua totalidade as entidades do setor, que lamentam os vetos do Congresso Nacional que obrigam a construção de pontos de paradas e de descanso para os motoristas nas rodovias concedidas pelo Poder Público e permitam a utilização de parcerias público-privadas para sua construção nas demais rodovias.
“Infelizmente, como se constata das partes vetadas, o governo federal deixou de assumir suas responsabilidades na construção dos pontos de paradas nas nossas rodovias. Deveremos continuar nossa luta, conscientizar nossos governantes a assumirem suas obrigações em busca da solução desse grave problema social, dando ao motorista condições  de segurança nas rodovias nacionais” afirmou Flávio Benatti.
Entretanto, Benatti exalta sua satisfação com as consequências do muitos debates realizados em torno deste tema. “Estamos muito satisfeitos com o resultado deste trabalho, ele é fruto de uma ampla negociação da NTC, CNT, CNTTT e outros órgãos, inserindo na legislação trabalhista, especificamente para o motorista, o moderno instituto do tempo de espera que trará ao transportador maior segurança jurídica”, conclui Flávio Benatti.
Leia na íntegra a lei publicada no Diário Oficial da União do dia 2 de maio. O texto sancionado está nas páginas 5 e 6. No final da página 6, começam os vetos (Nº 151, de 30 de abril de 2012), que prosseguem até o início da página 8.
Foto: Divulgação/Volvo