Problemas na adaptação dos brasileiros.

No primeiro mês de Euro 5, mercado ainda prefere os veículos Euro 3

Desde 1º de janeiro, os caminhões que saem das linhas de montagem no Brasil recebem a motorização Euro 5, que traz sistemas de tratamento da emissão de poluentes para reduzir o impacto da poluição. Mas, por enquanto, 31 de março parece ser a data mais importante para o mercado consumidor: neste dia, será encerrada a permissão para venda de caminhões Euro 3. Segundo alguns fabricantes, a busca por veículos 2012, principalmente os extrapesados que chamaram a atenção na última Fenatran em 2011, ainda encontra-se bem reduzida.
A Iveco ainda não informa quantos modelos Euro 5 foram vendidos, mas segundo Marcelo Bouhid, gerente de Marketing da Iveco, 2012 começou com níveis de venda similares aos últimos meses de 2011. Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos) demonstram que no último trimestre do ano passado uma média de 1.182 unidades – em todos os segmentos – da fabricante italiana foram vendidas por mês.
“Nossa participação de mercado nos extrapesados em 2011 foi de 12%. Sobre os Euro 5, há procura, mas não é possível dar um feedback sobre a performance de vendas”, explica Bouhid, acrescentando que a empresa ainda possui estoques de Euro 3 na montadora e na rede de concessionários.
“Os frotistas continuam buscando os veículos Euro 3 por causa da dificuldade de encontrar o diesel S-50 e o Arla 32 neste primeiro momento. Mas, dia após dia, empresas que possuem programas de sustentabilidade vêm buscando conhecer melhor os nossos modelos Euro 5. Por enquanto, a concretização de vendas mantém-se reduzida”, diz o diretor de Vendas do Mercado Nacional da MAN Latin America, Antonio Cammarosano.
Foto: Iveco

“Paixão pelo meu Scania”

A gaúcha Débora Pinzon faz sucesso por onde passa. O motivo? Seu Scania T 124 420 customizado. A autônoma, de Tramandaí, possui o veículo há 10 anos e decidiu, no ano passado, incrementar o visual do bicudo. “Sou apaixonada pelo meu caminhão. A inspiração para deixá-lo ainda mais bonito veio do conversível vermelho sueco”, explica Débora, referindo-se às verdadeiras obras primas do famoso customizador de caminhões Sven Erik Bergendhal, o sueco Svempa.
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O T 124 ganhou grade e faróis novos, roda de alumínio, suspensão a ar com controle remoto, bancos e volante de couro, além de TV. “Temos o cuidado de sempre deixá-lo limpo e polido”, conta Débora. Ela e o marido, Paulinho, viajam juntos, revezando-se no volante para o transporte de arroz, malte e cebola do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro. “Durante o percurso, sempre ao menos umas 10 pessoas nos param para tirar foto. O pessoal nos conhece pelo flogão e fica no acostamento, nos esperando”, relata.
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Ser caminhoneira já estava no sangue da autônoma, de 30 anos. Filha de carreteiro, a gaúcha se aventura pelas estradas desde os 20 e hoje se orgulha da frota de dois caminhões: um Scania T 113, guiado por um motorista contratado, e o T 124. “Scania é Scania, não tem jeito. Meu sonho de consumo é um Highline”, revela. Acompanhe o flogão da Débora em www.flogao.com.br/osdebora
Fonte : Blog Scania

Ford e Volvo investem no segmento de extra-pesados

Ford e Volvo, que disputam a terceira e a quarta posições no ranking de vendas, também apostam no segmento pesado e extra-pesado. A Ford mantém um plano de investimentos de R$ 455 milhões até 2015 para investimentos emextrapesados na fábrica de São Bernardo do Campo. Ainda não há data para o novo lançamento. Segundo a Fenabrave, a montadora vendeu 30.351 unidades em 2011 e alcançou 17,58% de participação do mercado. Atualmente, a Ford atua nos segmentos entre os semileves e os pesados.
Segundo o gerente de caminhões da Volvo, Bernardo Fedaldo Júnior, a meta da empresa é manter a liderança de vendas no segmento extrapesado. “Temos 31% do mercado e vamos manter”, disse. De 2009 até o ano passado, a empresa investiu US$ 275 milhões. No próximo mês, a Volvo anuncia os investimentos para até 2014, que serão prioritários em infraestrutura e produtos, segundo Fedaldo Júnior. Em 2011, a Volvo vendeu 19.068 caminhões e ficou com 11,04% de participação no mercado brasileiro. A marca atua desde o semipesado até o extrapesado, sem vender leves ou médios.

Ramos Transporte investe R$ 50 milhões em novo terminal


A Ramos Transportes inaugurou nova unidade neste mês com planos de aumentar sua capacidade operacional. Com investimento de R$50 milhões, em parceria com a RB Capital, a nova estrutura possui capacidade para atender 160 caminhões simultaneamente. O novo espaço está localizado na cidade de Guarulhos, entre as Rodovias Dutra e Ayrton Senna e próxima ao mini rodoanel Jacu-Pêssego.
“Este novo terminal possibilita aos nossos clientes ainda mais segurança no atendimento das demandas futuras, já que esta é a grande preocupação do mercado em função do tão propagado apagão logístico”, afirma Jacinto Junior, Vice-Presidente.
A unidade de São Paulo é a principal base operacional do País, por ela passam 30% das encomendas movimentadas pela Ramos Transportes, uma das maiores transportadoras de cargas do Brasil. O novo prédio unificou os três terminais que possuía na região metropolitana de São Paulo.
A transportadora tem como objetivo atual de atingir o faturamento de R$1 bilhão em 2012. “Esse é o momento de colher todos os frutos que plantamos ao longo dos últimos 10 anos”, conclui Junior.

Unidades da Vipal do Rio de Janeiro e Paraná se adequam ao Inmetro

A loja Recapadora Machadinho, de Dois Vizinhos/PR e Pneuscar Recauchutagem, de Barra Mansa/RJ – ambas da Rede Autorizada Vipal -, receberam neste mês o Registro de Declaração de Conformidade do Fornecedor do Inmetro, com a inclusão dos processos de reforma de pneu de carga. Atualmente, cinco reformadoras paranaenses receberam o registro e duas, já a Pneuscar do Rio de Janeiro é a segunda reformadora a obter o registro do Inmetro.
Todos os reformadores de pneus de carga têm até novembro de 2012 para obterem o registro no Inmetro, conforme a Portaria n° 444 desta instituição. Este processo de adequação dos reformadores aos requisitos do Inmetro traz uma série benefícios ao mercado de reforma de pneus e ao segmento de transporte. Caminhoneiros e frotistas passam a contar com um padrão cada vez melhor na reforma de pneus, por meio de produtos e serviços que garantem uma maior vida útil do pneu com mais desempenho e segurança.
As empresas devem fornecer todo o suporte necessário aos reformadores para a obtenção do registro do Inmetro através de orientação, capacitação das equipes e suporte técnico. Durante esse processo, o Inmetro determina o ensaio de amostras de pneus reformados, que são enviados para laboratórios especializados.


Fonte: Brasil Caminhoneiro