A Mercedes-Benz está apresentando hoje (20) em sua unidade de Campinas a nova linha de caminhões, ônibus e comerciais leves para 2012 equipados com motorização Euro 5 para atender as novas normas de emissões que passam a vigorar a partir de janeiro de 2012. Além de mais potentes, os novos motores são 6% mais econômicos e devem gerar um aumento de preços que vai variar de 6% nos modelos mais pesados a 10%, no caso dos modelos mais leves.
A empresa garantiu a manutenção dos planos de investimentos de R$ 450 milhões para a nova fábrica de Juiz de Fora que começa a produzir em janeiro os modelos Actros, top de linha da marca, apesar do recente pacote econômico que elevou em 30% a alíquota do IPI para veículos importados. O aumento já está vigorando para os Actros que ainda são importados: “Não tivemos saída”, lamenta o vice presidente Joachim Mayer.  Mas não valerá para os caminhões fabricados em Juiz de Fora.
A nova norma exige índice de nacionalização de pelo menos 65% para escapar do novo IPI. Entretanto, o percentual não se refere ao produto especificamente mas à indústria como um todo que, instalada no Brasil há muitos anos, supera com folga este percentual.
Os planos de nacionalização da nova linha Actros para Juiz de Fora são de um índice de 25 a 30% de uso de componentes nacionais para 2012; 40% para 2013 e 60% para 2014, aí já com possibilidade de financiamento pelo Finame  do BNDES.
NOVA LINHA – Os destaques dos novos modelos, além da motorização Euro 5, são a linha Sprinter que, fabricada na Argentina, ganhou novo desenho com o capô integrado à nova grade. Outra novidade é a linha Atrom que mantém as cabines bicudas, baseada no sucesso de vendas de modelos consagrados como o 1620 que ainda alcança volumes médios anuais de 6 mil unidades. O sucessor do modelo campeão de vendas e carro-chefe da nova linha, é o semipesado Atron 2324 6×2. A família  também inclui o caminhão médio 1319 4×2 e os pesados 2729 6×4 e cavalo-mecânico 1635 4×2.
O novo Atego está 400 kg mais leve com novo desenho externo que procurou evidenciar robustez. Outro modelo consagrado da marca, o Mercedinho 710, dá lugar ao novo Acelo 815 com uma tonelada a mais de capacidade de carga e nova cabine. O modelo Acelo 1016, com terceiro eixo, pode chegar a 13 toneladas de PBT e ser equipado com carroceria de oito metros.
A linha Axor ganha novos entreeixos e caixa Power Shift automatizada  – que dispensa o uso da embreagem – de série.
No caso do Actros que passará a ser produzido na planta de Juiz de Fora (MG), o empenho da engenharia é no processo de nacionalização do produto. Cinquenta técnicos brasileiros estão retornando da Europa onde foram treinados para repassar aos colegas brasileiros os detalhes de produção do modelo originalmente alemão.

 


Fonte:Carga Pesada